O relatório do Instituto Brasileiro de Pesquisa Tributária coloca o Brasil entre os piores países do mundo no retorno em investimentos de impostos. O Brasil destaca-se dos demais por ser um país contraste, onde o contribuinte paga muitos impostos e tem pouco retorno. 

Apenas 68% dos brasileiros reclamam que pagam impostos demais. A razão para isso se difere na complexidade da carga tributária. Mais de 44% de impostos cobrados do cidadão brasileiro incluem produtos alimentícios. Em países da Europa como Alemanha o valor não passa dos 25%.

A  criação de novos tributos está cada vez mais específicas, fazendo o número de tributos e taxas saltarem para 93 impostos.

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Abaixo encontram-se os cinco tributos que talvez os contribuintes brasileiros nem saibam que eles existam.

1. Impostos da saúde suplementar

A Agência de Saúde Suplementar foi criada em meados de 2001com o objetivo de fiscalizar os mais de 1200 planos de saúde existentes no Brasil. Juntos somam mais de 50 milhões de clientes o que corresponde a 25% da população do Brasil. Atualmente estes planos investem mais 140 bilhões em saúde. Orçamentos próximos a 190 milhões são adquiridos através de impostos.

2. Impostos sobre a indústria cinematográfica

Recentemente o governo aprovou um novo reajuste tributário para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (Condecine). Atualmente esse setor é a base da sustentação da Fundação Setorial Audiovisual (FSA). Entre as alegações para o aumento da carga tributária, destaca-se a alegação do complemento para produção cinematográfica não atingidas pela Lei Rouanet.

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3. Impostos sobre os combustíveis

Criada em 2000, a Cide faz parte de um dispositivo para arrecadar dinheiro. Por tratar-se de um tributo não depende de aprovação do Congresso. Tais medidas valem para o IPI e o IOF, impostos que são muito requisitados pelos governos para elevarem sua arrecadação em períodos de baixa receita. Em janeiro de 2015, o governo decidiu aumentar a arrecadação dos impostos em 20 bilhões.

4. Impostos sobre a educação

A expansão do ensino superior no Brasil está associada a expansão do crédito estudantil, em programas como o PROUNI e FIES. Hoje em dia, 1 em cada 5 estudantes de universidades privadas utilizam estes recursos para conseguirem completar seus estudos.

Esta expansão representa um significativo meio de arrecadação para o governo. Além de impostos que foram adicionadas taxas para criação de novos cursos. O Ministério da Educação já obteve um aumento em 20 bilhões no total de sua arrecadação.

5. Fundo Setorial de Telecomunicações

Privatizadas desde 1998, as operadoras de telefonia tornaram-se verdadeiras máquinas de arrecadar tributos. No total são em torno de 50 bilhões anuais em impostos. De acordo com dados oficiais da união, entre os anos 2014-2015, o governo arrecadou mais de 48 bilhões em impostos referentes ao setor. #Dicas #Curiosidades