A crise econômica que atingiu o Brasil em 2015 e já dá sinais que se perpetuará em 2016 atingiu em cheio os principais grupos de comunicação do país. Depois de um crescimento forte registrado entre 2010 e 2013, os três maiores canais de TV aberta, Globo, Record e SBT, viram seu faturamento minguar. De acordo com um estudo feito pela Globo e divulgado pelo jornalista Daniel Castro, as empresas deixaram de arrecadar valor semelhante ao que o SBT faturou um ano antes (2014), cerca de R$ 1,062 bilhão. A queda chegou a impressionantes 8,5%, levando as três gigantes para os mesmos valores de 2013.

A #Crise econômica foi a culpada pelos números, pois os anunciantes com medo do que aconteceria no futuro decidiram simplesmente reduzir investimentos.

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O mesmo estudo traz ainda quanto o mercado publicitário caiu em 2015. Somadas as publicidades feitas em jornais, revistas, internet, rádio e televisão, a retração foi de 11%. Ou seja, quando no passado investia-se 100 reais para um anúncio, em 2015 passou-se a pagar 89 reais. A retração aumenta ainda mais se descontarmos a inflação, que no período também chegou perto de 11%. 

Nesse período a Globo também se viu abalada, mas um pouco menos. Por ser tradicional, a maior TV aberta do país viu suas receitas despencarem 7% e hoje já se fala até em demissões. Em época de crise, empresários costumam escolher onde anunciar, geralmente ganha o veículo mais tradicional ou de maior audiência. Por conta da queda na arredação, a emissora chegou a fazer uma promoção de anúncios nas mais diversas faixas da programação. 

A diferença entre os anos aumentou ainda mais por conta da Copa de 2014, que foi recordista de receitas.

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Em 2016, as Olimpíadas viraram a galinha dos ovos de ouro da comunicação. Acredita-se que o maior evento esportivo do mundo seja capaz de atenuar a crise econômica. Mesmo assim, no estudo a Globo prevê que vai ficar no zero a zero, não crescendo, nem caindo. A Record ainda não divulgou seus números de arrecadação no ano passado.  #Negócios #Desemprego