Após pesquisa realizada em 2015, com dados do IBGE., constatou-se um aumento na população que migrou da classe "C" para a classe "D" e "E", que chega a 3,7 milhões de brasileiros.

Com dados levantados pelo banco Bradesco, por meio do seu Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos e com informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, a piora no mercado de trabalho causada pela #Crise econômica foi a grande causadora dessa mudança no país, derrubando drasticamente a renda.

Segundo Ana Barufi, pesquisadora do banco, as classes mais baixas são as mais atingidas quando há um aumento na taxa de desemprego, promovendo a alteração nas classes sociais.

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A pesquisadora ressalta que alguns fatores ainda não chegaram a afetar a renda das famílias, como por exemplo a aposentadoria e as pensões pagas pelo INSS, que receberam reajustes que superaram a inflação.

De acordo com os dados levantados pela pesquisa, que foi realizada entre janeiro e setembro de 2015, o percentual de brasileiros que deixaram a classe "C", que compreende brasileiros com renda familiar entre R$ 1.646,00 e R$ 6.585,00, caiu de 56,6% para 54,6%, mas outros números mostram que os 2% restantes não estão migrando para a parte de cima da pirâmide, já que as famílias que pertencem a classe "A" caíram de 6,8% para 5,9% e as da classe "B" tiveram uma queda de 5,1% para 4,5% no período.

O desemprego deverá continuar aumentando ao longo de 2016 e segundo os especialistas deve ultrapassar os 10%, o que causará ainda mais danos na renda dos trabalhadores.

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Mas isso não representará uma perda nas conquistas sociais adquiridas nas últimas décadas, já que não estão diretamente relacionadas com a renda dos trabalhadores, mas também com a educação.

O diretor executivo para o Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional) diz que parte da redução da pobreza tem raízes sólidas nas políticas sociais e no aumento no acesso à educação e os ganhos macroeconômicos que o país adquiriu nos últimos anos e que poderá ser recuperado facilmente. #Crise econômica #Crise no Brasil