A explicação da origem do dinheiro está no aumento da dívida. O novo conceito de dinheiro é baseado no cartel do poder gerenciado pelos bancos, o que torna os governos reféns dos banqueiros. Para ajustar o acordo de cavalheiros entre os banqueiros sobre o quanto de riqueza cada banco tem, o cartel de bancos convida o #Governo a validar por leis, utilizando o Congresso para referendar os acordos bancários.

Dessa forma, o dinheiro é emitido quando alguém, que pode ser o governo ou uma pessoa física, resolve tomar dinheiro emprestado. É diferente do conceito medieval onde o dinheiro media o potencial de troca de mercadorias, que depois foi substituído pelo conceito ouro, onde uma quantidade de ouro correspondia à quantidade de papel-moeda que servia de garantia pelo Tesouro Nacional.

Publicidade
Publicidade

Quanto mais puder dever, melhor

Ao contrário do que o senso comum diz, que um país gera riqueza quando produz, o país realmente cresce quando tem crédito para se endividar. Isso explica porque os Estados Unidos têm uma dívida recorde e é considerado o maior mercado financeiro internacional. O Federal Reserve empresta ao governo porque sabe que ele pode e vai pagar as dívidas que contrai. O caso brasileiro já é um absurdo do lado oposto: os juros ultrapassam 400% no cartão de crédito, justamente porque não há confiança que o brasileiro honre as suas dividas. O calote de pessoa física e governamental é grande, seja em cheques sem fundos que aumentaram bastante, seja para o pagamento de contas simples como a luz, telefonia, água e condomínios. As somas de todos os calotes são colocadas em uma equação de risco que diz por quanto o banco aceita emprestar, sabendo que pode perder e que quem paga vai cobrir o rombo dos devedores.

Publicidade

Equilibrio econômico baseado em capacidade de pagar dívida.

Essa política de confiança mútua mantém um equilíbrio econômico: o de que cada certificado de dívida emitido para um governo ou uma pessoa, tem um correspondente em papel-moeda que é entregue ao emissor do certificado para repassar cobrando juros. Para garantir que pelo menos uma parte do pagamento dos juros será efetuada, uma parte do papel-moeda fica retida na forma de reserva legal, que pode ser usado caso haja um atraso extemporâneo. A diferença, cerca de 90% no máximo, pode ser emprestada com juros que possuem duas parcelas no mínimo: (a) a que cobre os juros do papel-moeda segundo o certificado gerado para cobrir o dinheiro novo; (b) a parcela que cobre os riscos de emprestar e que variam conforme o tomador. Quanto mais garantido for recebimento, menor o juro.

Por isso, os juros do empréstimo consignado são os menores de todos, pois além de serem descontados direto da folha, possuem um seguro que cobre o risco do empréstimo em caso de demissão. #Crise econômica #Crise no Brasil