É grande o número de pessoas que estão à procura de vagas no país, o índice é de 33,8% (mês de novembro) e, de acordo com pesquisas, éo pior resultado desde 2006. A crise de 2015 afetou muito o trabalhador e houve muitas demissões, principalmente no setor automobilístico. As filas para vagas cresceram nos últimos meses e o índice de desocupados aumentou, tornando mais difícil conseguir uma vaga de trabalho.

As pesquisas revelam que o percentual passou de 24,1% para 33,8% em novembro, índice maior desde 2006. A pesquisa revela também que os desempregados recolocados em um período menor (um mês) sofreram queda de 29,6% para 20,2%.

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A análise que se baseou em 31 a 180 dias e foi estável e obteve o percentual de 46% dos sem empregos.

AS VAGAS

Os desempregados estão demorando para conseguir uma vaga de trabalho. De acordo com Thiago Xavier, devido a esse fator as pessoas se desestimularam, e sem perspectivas, acabam não procurando colocação. Índice percentual em um ano é de 17,6%, até novembro 2015; em 2014 foi de 8,25%.

O DESEMPREGO

As escassas ofertas de vagas no mercado de trabalho se iniciaram em 2014. A PME (Pesquisa Mensal de Empregos) registrou o índice de 4,8% (menor da sequência), mas ocorreu queda da oferta de trabalho nessa época.

Nesse período a economia dava indícios de que não ia bem e ocorreram muitas demissões de trabalhadores. Era o início da Lava-Jato e operários da construção civil perderam seus empregos.

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Segundo João Sabóia (professor da UFRJ), o mercado de trabalho no Brasil levou anos para reagir e se deteriorou em muito pouco tempo. O quadro econômico do Brasil não é bom e a taxa de desemprego continuará aumentando. A inflação alta, a queda nos rendimentos, os desempregados e os empregos informais aumentarão.

De acordo com estatísticas, a escassez de vagas e o número de desocupados crescerão atingindo os dois dígitos no mês de janeiro de 2015.

De acordo com Alexandre Chaia (economista), é possível que o índice de desemprego retorne aos 12% (mesmo do ano 2000). Isso significa mais desocupados e os dados é que se perderam 1,527. 463 ofertas de trabalho. Para Chaia, o comércio fará muitas demissões e isso ocorrerá no final dos primeiros meses de 2016, o que implicará em uma economia ainda pior.

De acordo com Sabóia, o momento é indefinido para o Brasil e o desemprego depende dos índices da economia. Para ele, os fatores internos não são esperançosos e é necessário que o Impeachment encontre uma solução; só assim o Brasil poderá voltar a crescer. #Crise econômica #Crise no Brasil