Os dados divulgados nesta quinta-feira, dia 21, pelo MTE (Ministério do #Trabalho e Emprego) revelam  uma triste realidade para todos os trabalhadores brasileiros. O número de trabalhadores formais, ou seja, com carteira assinada que foram contratados foi bem menor do que o número de demissões no ano de 2015.  Em termos de números, as demissões chegaram a 1,54 milhões no ano passado. Este foi considerado o pior resultado para os últimos 24 anos no país. 

Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho

As informações do MTE estão baseadas nos dados obtidos a partir da Caged (Cadastro geral de Empregados e Desempregados). Para o ministério, este resultado é considerado o pior a partir de uma série histórica que se iniciou em 1992.

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Este ano foi o início da contagem de vagas de empregos formais  e de desempregados por parte do governo. Neste contexto, o ano de 2015 foi classificado como o pior dentro ainda desta série, quando consideramos a análise de cada ano separadamente.

A oscilação da economia foi responsável pelo aumento do #Desemprego

A queda do nível econômico do país, decorrente da grave crise financeira foi considerado o maior responsável pelo fechamento dos postos de trabalho. Aliado a isto, outro fator que contribuiu para o agravamento foi a alta da inflação, que superou os 10% no ano passado, sendo considerado também o mais alto percentual nos últimos 13 anos. O aumento da tributação sobre o lucro das empresas também foi considerado como um fator que ajudou a agravar o quadro.

A justificativa do governo

O governo reconheceu que 2015 foi um ano extremamente difícil para a economia brasileira.

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Entretanto, nas declarações do ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rosetto, o estoque de empregos no Brasil conseguiu manter-se alto apesar do alto índice de desemprego. Ele referiu-se aos crescentes números que a quantidade de empregos formais, o chamado estoque de empregos, vem conquistando desde 2012, quando o número pulou de 39,646 milhões de vagas para 39,663 milhões no final de 2015. Vale ressaltar que este índice chegou a 41,2 milhões em 2014.

Rosetto defendeu que novos investimentos em infraestrutura estão sendo feitas, assim como modificações na política cambial pelo próprio Ministério da Fazenda, para que haja um impulsionamento do mercado interno e assim seja ampliado a rede de empregos no país. Estas medidas fazem parte das ações defendidas por Dilma, que considera a questão uma prioridade do governo e tem que ser monitorada diariamente pelos órgãos internos.

As demissões em 2015 foram feitas em todos os setores do país, sendo que a indústria da transformação foi a que mais demitiu no período.

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Foram 608 mil vagas a menos, seguida da construção civil com 416 mil vagas e em terceiro, veio o setor de serviços com 276 mil demissões.

Analisando por região, a Sudeste foi a que mais fechou vagas com 891.429 empregados com carteira assinada a menos, seguida da região Nordeste, em segundo, com 254.402. A região Sul ficou em terceiro com 229.320 empregos a menos, seguida da região Norte com 100.212 desempregados. A região Centro-Oeste ficou em último no ranking, com 67.008 trabalhadores formais a menos.

  #Crise econômica