Em busca de uma melhor qualidade de vida, em meio à crise política e econômica que aflige o Brasil, a cada dia que passa mais brasileiros estão deixando os empregos formais para se dedicar a algum negócio próprio. Segundo pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o salto foi de quase 2% em menos de três anos. Os índices em janeiro de 2013 apontavam para 17,9%. Em novembro de 2015, a marca chegou aos 19,8%.

A pesquisa foi realizada nas principais capitais do país, incluindo São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Porto Alegre. Os dados aumentaram devido às demissões causadas pela crise, aponta avaliação do economista do Ipea, Miguel Foguel.

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Na mesma avaliação, foram separados dois grupos de empreendedores: aqueles que contribuem com a previdência e os que não contribuem. Segundo levantamento da pesquisa, os autônomos que contribuem subiram de 5,2% para 7,4% em menos de três anos. Já os que não contribuem caíram de 12,8% para 12,4%. Essa queda, segundo o economista, é devido ao facto de o microempreeendedor querer manter a Previdência como uma prioridade, para prevenir seu futuro, mesmo em meio à #Crise econômica, e também por causa dela.

Uma das atividades mais desenvolvidas por autônomos é o de venda direta, principalmente no ramo de cosméticos. Um dos casos é o do grupo O Boticário. Antes, a empresa atuava somente nas suas mais de 3200 lojas espalhadas pelo Brasil. De olho na oportunidade de crescimento das vendas em meio à crise, em 2011 o grupo apostou na modalidade de venda “porta a porta”.

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Tudo isso para entrar na briga com as gigantes Avon e Natura, que há anos trabalham nessa modalidade de venda.

Várias empresas aproveitaram o gancho no crescimento dessa modalidade de venda e apostaram também na ideia, como é o caso da Hinode, Boulevard Monde, Polishop e Magazine Luiza. Além do produto, a empresa desenvolve um plano de negócio que tem atraído muita gente para esse mercado, inclusive pessoas que têm seu trabalho formal e trabalham de modo informal em suas horas vagas.

A dica para entrar na modalidade de venda direta é sempre conferir a idoneidade da empresa. As empresas confiáveis podem ser consultadas no site oficial da ABEVD (Associação Brasileira de Venda Direta). #Desemprego #Crise no Brasil