O governo aprovou no mês de setembro de 2015 a reoneração da folha de pagamentos e isso implicará que 30 a 40% das empresas no Brasil voltam para a antiga forma do INSS em 2016.

As empresas pagaram de 1 a 2% em cima do que ganharam para o INSS (desoneração), mas não 20% do total de pagamentos e acabou gerando gastos para o governo, acima de R$25 bilhões em 2015.

Com o déficit para fechar as contas públicas foi aprovado pelo congresso nacional à lei que eleva os índices em 150%.

O QUE A MUDANÇA ALTERA

A organização que optar por desonerar, terá que decidir se contribuirão através do lucro das empresas ou em cima dos pagamentos dos trabalhadores.

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Os técnicos avaliam que a volta do antigo sistema do INSS, será benéfico para as empresas com menor número de empregados e com lucros maiores.

De acordo com especialistas tributários, para que continuem na antiga forma as instituições precisam ter grandes pagamentos a assalariados, é necessário observar o modo de atuação das firmas com relação aos lucros, se serão altos ou baixos e os trabalhadores.

Eles acreditam que o ramo de TI (Tecnologia da informação) tende a ser bem sucedida nessa volta de recolhimentos da previdência, pois empregam pouco e faturam muito.

Para as firmas que irão recolher o imposto sobre o que ganham, não haverá benefícios segundo Jeovani Salomão (presidente da Assespro- Associação do Setor), a vantagem já não existe.

EXEMPLOS DE ALÍQUOTAS APROVADAS

Aves, pães, peixes de 1% passaram para 1,5%.

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Sapatos, transportes diversos, organizações de jornais e rádio, de 1% para 1,5%.

Roupas de 1% para 2,5%.

Telemarketing (empresas), meios de transporte (coletivo e metrô), de 1% para 3%.

O QUE ESPERAR DE 2016

As instituições preveem um ano pior que 2015, devido à reoneração da folha e a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de acordo com relatório informou que 54% das firmas diminuirão o número de empregados. As demissões vão ocorrer devido os custos elevados, notificou José Ricardo Coelho (diretor do departamento de competitividade e tecnologia).

O panorama não é nada favorável e Ubiratan de Camargo (diretor administrativo financeiro) disse que haverá diminuição do investimento das empresas, devido à desoneração.

O setor da construção civil será afetado diretamente, pois necessita de investimentos a longo prazo, o que não está acontecendo, não há perspectivas.

Os produtos terão fortes impactos e aumentarão em 40% o preço para revenda, pois sofrerão com o aumento das despesas. O bolso do trabalhador sentirá o impacto de uma alta inflação, 2015 foi um ano difícil e tudo conspira para que 2016 não seja diferente. #Dilma Rousseff #Imposto de Renda