A Crise econômica chegou forte atingindo trabalhadores, investidores, empresários, estudantes e donas de casa, sem exceção todos sentem os efeitos da crise como um dominó. Começou com o reflexo da crise de 2008, uma “Marolinha” na época conforme dizia a presidente. Na visão atual, a crise se tornou um “Tsunami” para a população.

Como tudo começou: Em 2008 com o aumento do preço das commodities a exportação brasileira teve um superávit, a receita nacional cresceu. Com a estabilização das moedas estrangeiras a procura por commodities no Brasil diminuiu, o país ainda conseguiu se sustentar, devido aos estímulos do governo que diminuíram os impostos.

Publicidade
Publicidade

Na época o consumo estava a todo o vapor, apesar do pessimismo mundial, em relação ao futuro; os juros no Brasil giravam em torno de 8%.

Além disto os escândalos de corrupção no governo e na Petrobrás sem resolução, foram vistos pelo mercado internacional de forma reprobatória, o que diminuiu muito o grau de investimento e confiabilidade. O governo tentou segurar o preço do combustível e da energia até 2014 antes das eleições presidenciais para evitar a #Inflação, já que estes itens são essenciais para o andamento da cadeia produtiva. Todo aumento no custo dos produtos internos está diretamente relacionado ao combustível e a energia.

As consequências da inflação são que: as empresas gastam mais para se sustentar; o salário dos funcionários não acompanha a inflação, e o poder de compras diminui.

Publicidade

As empresas passam a cortar funcionários, para tentar manter os custos produtivos. 

O governo para tentar barrar a inflação aumenta a taxa de juros para tirar o dinheiro de circulação. E os bancos aumentam os juros de empréstimos e financiamentos para manter os lucros. As importações ficam mais caras devido à desvalorização da moeda. Para fechar as contas o governo altera regras de benefícios empregatícios, de programas assistenciais, culturais e universitários. 

O cidadão sem ter como conseguir pagar as contas devido a inflação e a demora na recolocação no mercado. Não consegue se especializar e fazer empréstimos.  Diminui então o giro comercial da cadeia produtiva. O empregador se depara com um cenário onde precisa cortar gastos e acaba contratando mão de obra mais barata. Esta situação gera o fenômeno da exportação de mão de obra qualificada, onde pessoas migram para outros países e continentes.

Os setores menos atingidos pela crise são: Alimentação, Tecnologia, Eletrônicos, Serviços de Reforma, Delivery, Vestuário, Beleza, Energia e Turismo.

Publicidade

Os setores mais afetados pela crise são: Petróleo, Indústria e Construção.

Visão do governo: Apesar do cenário crítico atual a presidente Dilma Rousseff, apresentou otimismo em entrevista recente. Segundo o jornal Infomoney a presidente declarou (24/01/2016): “O Brasil não parou e nem vai parar”. 

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista ao jornal Estadão (22/01/2016): "o Brasil não pode desperdiçar uma boa crise", se referindo a aprovação de reformas fiscais no governo.

Visão da população: Segundo pesquisa desta semana do Instituto Data Popular “nove entre dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado, devido à crise econômica. Segundo os dados, dos 99% dos consultados que acreditam que o país está em crise, 81% têm certeza de que vivenciam um período de recessão. Para 55%, esta é a pior crise que já enfrentaram”.

Como sair da crise: Um dos caminhos estudados como alternativa é o da Economia Criativa, que tem como base o conhecimento, a inovação e a criatividade como meio de produção de bens tangíveis ou não, com valor econômico.  Neste conceito é priorizado ideias, o talento vale mais que dinheiro e suor. Áreas relacionadas a este conceito criativas como: design, arquitetura, serviços, tecnologia, engenharia, entretenimento, aplicativos, jogos, publicidade e propaganda. Exemplos de empresas de conceito criativo são Apple e Google.

Segundo estimativa dos economistas a crise no Brasil deve começar a se estabilizar a partir de 2017. #Negócios #Finança