Como já havíamos dito em uma reportagem publicada no final do ano passado, as principais empresas de TV aberta do país pretendem fazer demissões que giram entre 6 e 12% do seu pessoal. Apesar de negar que também fará o passaralho em seu pessoal, a Rede Globo também estaria planejando os cortes. Informações de bastidores dão conta que 700 pessoas devem ser demitidas neste ano, 200 só no jornalismo do Jardim Botânico. O clima é de medo por lá e também no Projac, a fábrica de sonhos da empresa. Além de empregos diretos, a Globo é uma das maiores empresas de recursos humanos do país, entre 40 e 50 mil pessoas receberiam recursos indiretamente, seja na confecção de figurinos ou prestando outros tipos de recursos. 

A crise econômica abalou a Globo, como informamos em uma matéria publicada nesta terça-feira, 05. De acordo com um estudo encomendado pelo grupo de empresas que tem o mesmo nome da televisão, o mercado publicitário teve um faturamento 11% menor do que em 2014 no ano passado.

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Por ser considerada um veículo tradicional, a TV Globo caiu menos que suas concorrentes, mas ainda assim assim fechou o saldo no negativo, de - 7%. Em 2016, graças às Olimpíadas, estima-se que não haja uma nova queda, mas também que não haja lucro superior. O montante a ser arrecadado deve ser semelhante ao do ano de 2013. Só no ano passado a inflação chegou perto de 11%, ou seja, a coisa não anda fácil. Também segundo pesquisas, ter um negócio no Rio de Janeiro pode não ser uma boa escolha, já que dentre todas as capitais do país, é na Cidade Maravilhosa onde a inflação está rejeitando seus maiores índices.

Até mesmo a gasolina, cuja maior parte é produzida e refinada no estado e que teve queda internacionalmente a níveis perto de 50%, dobrou de preço em algumas regiões. Não está sendo fácil ser carioca.

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O governador do estado, Pezão, anunciou que está tentando ter dinheiro para pagar os salários dos servidores de fevereiro. Ele não descartou em entrevistas de pedir empréstimos para quitar suas dívidas.  #Desemprego #Crise econômica