Nada de sair do país! Com o dólar e o euro ultrapassando a barreira dos R$ 4,00, ficou muito mais caro para o brasileiro gastar com viagens. Tudo sobe: preço das passagens aéreas, hospedagem, ingressos para atrações turísticas, alimentação, dentre outros gastos fundamentais durante um passeio. Com isso, as pessoas já estavam evitando passar as férias de janeiro em outros países, concentrando-se apenas nos destinos locais.

Como se não bastasse a alta da moeda estrangeira, o Governo Federal anunciou o aumento de mais um imposto no intuito de fazer crescer a sua arrecadação para cobrir o déficit do Tesouro Nacional. Esse novo aumento deixou em polvorosa os empresários do setor de turismo, bem como os seus clientes.

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A partir deste mês todos os recursos enviados para o exterior pelas empresas de turismo - o que inclui agência de #Viagem e intercâmbio - terão que reter 6,38% do valor total a ser repassado para fora do país.

Na verdade, a ideia do Governo é que a porcentagem do imposto fosse de 33%. Ou seja, 1/3 do valor da viagem internacional teria que ir para os cofres públicos. As agências de viagem até que conseguiram reduzir o percentual, mas terão que repassar o custo para o consumidor.

Desde 2011, as agências de viagem tinham isenção desse imposto em despesas de até R$ 10 mil no exterior. Mas esse 'benefício' chegou ao fim. É óbvio que para o turista brasileiro que quer ou precisa viajar para algum outro país (como os estudantes de intercâmbio) todos esses aumentos e impostos adicionais encarecem - e muito - sua viagem.

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Agência de turismo ainda vendem muito

Para as agências de turismo nacionais, no entanto, esses aumentos podem não ser tão ruins assim. Mesmo com a moeda americana em alta durante quase todo o ano de 2015, a CVC Viagens anunciou suas vendas cresceram 6% no ano passado, chegando a R$ 5,2 bilhões em pacotes comprados.

A explicação para isso, segundo a própria CVC, é que a queda na procura por destinos internacionais aumentou a demanda "de duplo dígito" por atrações dentro do Brasil.

Agências de intercâmbio podem perder interessados

Para as empresas cuja principal atividade é justamente vender pacotes para o exterior, como as agências de intercâmbio, por exemplo, não tem jeito. Elas terão que aprimorar os acordos realizados com escolas e apartamentos para acomodação dos seus estudantes se não quiserem ver o número de clientes diminuir em 2016.

Para Cristina, da agência de intercâmbio pernambucana Dreams Intercâmbios, o aumento no imposto foi tão inesperado, que fica inviável para a agência não repassar o valor para o cliente. "Num intercâmbio de seis meses a diferença chega a mais de mil reais", afirma Cristina. #Crise econômica #Imposto de Renda