A #Inflação atingiu o seu nível mais alto desde 2002, quando atingiu 12,53%, e começa a corroer o poder de compra dos trabalhadores. O indicador desse ano foi muito acima do esperado, já que a meta estava prevista em 4,5% ao ano e a tolerância em 6,5% ao ano. Em 2014, o IPCA ficou em 6,14%, já demonstrando estar bem próximo do teto do intervalo.

A correção de preços afeta primeiramente aquelas pessoas com menor renda, já que ocupam uma maior parte de seus salários com itens essenciais, sendo mais difícil cortar ou substituir determinados produtos. Nesse caso, a solução é deixar de consumir determinados produtos considerados essências, tais como alguns alimentos.

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Em contrapartida, aqueles com melhores salários trocam alimentos mais caros por mais baratos, como no caso do consumo da carne vermelha por frango, ou mesmo a eliminação da alimentação fora de casa ou de outros itens supérfluos.

O IPCA é formado por uma cesta de produtos, que possuem pesos diferentes e são medidos por suas variações de preços de um período para o outro. Neste caso, o grupo que mais sofreu impacto da inflação foi o de Alimentos e Bebidas, com uma taxa de 12,03% em 2015.

Em termos individuais, o IBGE verificou que as os itens que mais sofreram impactos foram a energia elétrica, que ficou 51% maior, e o preço dos combustíveis, que aumentou 21,43%. Isso num ano que a cotação do barril do Petróleo foi menor em 11 anos.  

A noticia ruim é que a inflação fechou o mês de Dezembro/15 em 0,96% e deve se manter alta no mês de Janeiro/16 devido ao grupo de transportes e água e esgoto que devem apresentar aumentos significativos.

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Além disso, existem as despesas com IPVA e Material Escolar que apertam ainda mais o orçamento familiar nesse início de ano.

A estimativa para a inflação em 2016 é de 6,86% ao ano, ainda acima do teto da meta, e o Governo, com o novo Ministro da Fazenda, trabalha para realizar o ajuste fiscal e assim estimular novamente a economia. Entretanto, a crise política, com a abertura do processo de impeachment, e as ações contra corrupção, podem agravar ainda mais esse cenário. #Crise econômica #Crise no Brasil