Apesar de, em 2014, 420 mil novos postos de emprego terem sido criados, 2015 termina com 1,54 milhão de vagas formais fechadas, informou o Ministério do Trabalho, baseado em dados provenientes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

O estoque (número total de empregos existentes) fechou o ano passado em 39 milhões de pessoas. É o pior índice em 24 anos, desde que começou a se contabilizar o número de empregos formais no país. As razões são a economia em recessão, queda das atividades econômicas, alta da inflação – que ficou em 10,03%, a maior em 13 anos ­– além do aumento nos impostos.

O Ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rosseto, reconheceu: “2015 foi um ano difícil.

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Não é um resultado bom. Tivemos redução de empregos e da média de salários de admissão, mas as conquistas dos últimos anos estão preservadas pois o estoque de empregos continua alto. Queremos recuperar a geração de empregos”, afirmou.

Investimentos em infra-estrutura e ações do Ministério da Fazenda para melhorar a oferta de crédito são duas das medidas a serem tomadas para reverter a situação. O ministro lembrou as conquistas dos últimos anos: “Preservamos um  mercado de trabalho formal forte. O mercado de trabalho formal cresceu muito nos últimos anos”.

O salário médio de admissão caiu 1,64% em relação ao ano de 2014. Em todas as regiões do Brasil houve queda de vagas de empregos formais. No sudeste, onde se concentra o maior número de vagas, o número de fechamentos também foi maior do que em outras regiões.

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A presidente Dilma Roussef, semana passada, declarou que o governo está fazendo o possível para que o índice de desemprego reduza: “Todo esforço do governo […] é para impedir que, no Brasil, nós tenhamos um nível de #Desemprego elevado. Para mim, é a grande preocupação, é o que nós olhamos todos os dias. É aquilo que mais me preocupa e aquilo que requer mais atenção do governo”, disse.

Em todos os setores da economia, demissões aconteceram, exceto na agricultura. O setor que mais demitiu trabalhadores foi o de indústria da transformação com 608 mil demissões. #Crise no Brasil