O ano mal começou e a projeção dos principais indicadores econômicos foi revista para baixo. Segundo o boletim Focus (um conjunto de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central), o PIB deve encolher 2,95% em 2016. Já é o 13º ajuste consecutivo nas previsões, a última delas antevia um recuo de 2,81%. Para a indústria espera-se uma queda de 3,5% este ano.

Além da retração econômica, também se espera uma inflação pior, em 6,87%. O #Governo trabalha com um sistema de metas, cuja base é de 2,5% e o teto de 6,5%, portanto a previsão do boletim ultrapassa o limite oficial. O Banco Central mantém que a equipe econômica trabalha para fechar o ano com um índice de preços dentro do centro da meta, em 4,5%.

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A previsão anterior era de 6,86%.

A taxa básica de juros (Selic) no final de 2016 deve ficar em 15,25%, ante os 14,25% atuais. As transações correntes, ou seja, a diferença entre as compras e vendas de mercadorias e serviços, e as transferências de renda do país com o mundo, tinha o deficit estimado em US$ 38,6 bilhões, número que subiu para US$ 38,5 bilhões este ano.

A dívida líquida do setor público deve chegar a 40% do PIB, de acordo com a estimativa das instituições financeiras. O endividamento estatal vem aumentando de maneira dramática devido à política econômica dos últimos anos marcada pelo aumento desenfreado dos gastos e subsídios, e também às pedaladas fiscais.

Uma boa notícia

Diferente das outras projeções, o saldo comercial (diferença entre exportações e importações) deve ser mais favorável que na previsão anterior.

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O superavit em 2016 deve ser de US$ 35 bilhões, em vez dos US$ 33 bilhões divulgados na última estimativa. A alta no valor das exportações se deve à valorização do dólar, cuja cotação deve fechar 2016 em R$ 4,21.

O dólar alto torna os produtos brasileiros mais baratos no exterior, e portanto aumenta a competitividade brasileira no comércio internacional. O investimento direto no país (investimento estrangeiro no setor produtivo nacional) deve chegar a US$ 55 bilhões.

2017

O boletim Focus fez também previsões para 2017. Daqui a dois anos, espera-se uma leve recuperação econômica, com um crescimento do PIB de 1%, inflação em 5,2%, juros básicos em 12,5% e câmbio no mesmo patamar, com o dólar valendo R$ 4,20.

As previsões devem ser recebidas com cautela, tradicionalmente a realidade costuma se revelar pior que as estimativas oficiais, as quais não são animadoras já neste início de ano.

Vale lembrar que o Banco central previa no início de 2015 um crescimento tímido do PIB de 0,5%, ao final do ano, o que verificou-se foi um verdadeiro naufrágio, com uma contração de 3,61%. #Crise econômica #Recessão no Brasil