Um acordo firmado entre a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e a Petrobras possibilitou que os funcionários da estatal possam receber o décimo terceiro salário de forma antecipada no mês de fevereiro. Conforme o acordo, o pagamento será efetuado no próximo dia 5, sexta-feira.

A decisão de ambas as partes foi feita a partir de uma série de reuniões com a diretoria da empresa, onde a entidade dos trabalhadores tentava negociar o pagamento das chamadas PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da empresa referentes ao ano de 2015.  

Os funcionários reinvindicavam o recebimento sobre os lucros da empresa

A participação é um direito adquirido dos funcionários da #Petrobras.

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Entretanto, a empresa vinha postergando o pagamento deste direito devido ao fato de que o balanço de 2015 ainda não estaria fechado. As projeções seriam as piores possíveis. A empresa atribuiu o resultado à #Crise econômica que atingiu a empresa no ano passado. Nas apurações iniciais, a Petrobras apresentou uma queda nos lucros, fechando os primeiros nove meses com um valor de R$ 2,1 bilhões.

A tendência é de queda neste valor, já que o último trimestre foi o que apresentou o pior desempenho do ano. Em virtude de todo este panorama, a empresa está sendo obrigada a negociar, com os próprios trabalhadores, os direitos trabalhistas da categoria. 

Na reunião com a entidade, a empresa anunciou que não faria o repasse aos funcionários da participação sobre os lucros de forma antecipada. O pagamento do décimo terceiro antecipado partiu da própria FUP, como forma de compensar a falta de pagamento da FLP.

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A decisão foi acatada pela empresa, que oficializou o acordo. A decisão de adiar o pagamento deste benefício é prevista em estatuto.

Além da antecipação do décimo, a Petrobrás negocia o corte dos salários dos funcionários que participaram da greve na empresa, no ano passado. As negociações incluem a volta do auxílio-farmácia, que garante o fornecimento gratuito de medicamentos e a equiparação dos acordos salariais ao funcionários da empresa de fertilizantes do Paraná, a Fafen, que faz parte da empresa.

Todo este quadro fica mais agitado com as últimas medidas de reestruturação interna da empresa. Estas incluem o corte de cerca de 30% dos cargos ocupados por gerentes, o que pode representar uma economia de R$ 1,8 bilhões.   #Finança