A #Petrobras divulgou nesta quinta-feira (28), que fará uma demissão em seu quadro de gerentes da empresa, em torno de 30%, nas áreas classificadas como não operacionais. Em meio à uma das maiores crises econômicas que a estatal vem atravessando nos últimos tempos, um novo modelo de gestão foi divulgado na ocasião. O objetivo é reduzir custos e necessariamente terá que ser feito cortes em áreas não tão essenciais. Com a medida, espera-se uma economia superior a R$ 1 bilhão para os cofres da empresa.

A necessidade de reorganizar a empresa frente à atual realidade econômica do país

Mergulhada na maior #Crise econômica da sua história, a Petrobras optou pela implantação de um novo modelo de gestão interno.

Publicidade
Publicidade

A empresa justifica o fato de que o mercado de óleo e de gás sofreu uma grande modificação nos últimos anos. Esta mudança aponta para uma maior necessidade de capitalização perante o meio financeiro. A prioridade atual é uma maior rentabilização. Para isto, é preciso uma disciplina maior com o uso de capital. A empresa, desde o final do ano passado até o presente, vem sendo sacudida pelos efeitos da alta do dólar e seus efeitos nas bolsas de valores internacionais, na qual seu preço caiu para R$ 4,20 por papel negociado, sendo considerada a menor cotação desde 2003.

Pelo tamanho da crise, a estatal foi obrigada a reduzir investimentos. O seu mais recente plano de expansão para os próximos quatro anos sofreu uma redução de quase US$ 100 milhões, o que representa uma queda bastante expressiva, em torno de 24,5% quando comparado com o projeto inicial.

Publicidade

Em termos financeiros, representa US$ 32 milhões a menos de investimentos, que deixarão de beneficiar a própria empresa.

Todos os executivos passarão a responder integralmente por seus atos internos

Além dos aspectos econômicos, a estatal quer implantar um sistema de gestão de funcionários que possa trazer uma nova mentalidade. Os executivos passarão a responder de maneira mais efetiva por atos praticados dentro da empresa, ou seja, o nível de comprometimento deverá ser maior, assim como o nível de responsabilidade individual. Todos estes parâmetros serão executados pela elevação dos padrões a serem seguidos, em termos de processos e, principalmente, no controle dos mesmos. A intenção da empresa é fortalecer o sistema de governança interna.

A reestruturação vai requerer a fusão de certas áreas e as demissões serão inevitáveis

Para o processo de reorganização, a empresa terá que desativar certas áreas, ditas não operacionais, e até mesmo promover a fusão destas com outras mais essenciais.

Publicidade

Deste modo, as demissões dos gerentes destas áreas serão inevitáveis neste processo de mudança.

A modificação vai abranger também a necessidade de centralizar outras áreas, assim como a elaboração de novos parâmetros para a indicação de gerentes destas novas atividades. Os gestores de cada área passarão a ser responsabilizados diretamente pelas ações e resultados obtidos. Os novos gerentes executivos passarão a decidir quais problemas deverão ser abordados pelos diretores, que também terão responsabilidade quanto às decisões tomadas e seus efeitos na empresa.   #Desemprego