Pela quarta vez somente esse ano, e mesmo com alta da #Inflação, o Banco Central optou por não mexer na taxa de #Juros. Em uma votação vantajosa de seis votos a dois, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa Selic na casa dos 14,25% ao ano, taxa essa que está com esse valor desde julho de 2015.

Com uma projeção de queda na economia do país, onde se projeta uma retração do PIB (Produto Interno Bruto) em 3,5%, o resultado pegou os analistas de surpresa, pois era esperado um aumento de 0,5 ponto percentual. Um possível aumento na taxa Selic seria mais um agravante para uma nova queda na economia, queda essa que se iniciou em 2014.

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A notícia da manutenção da taxa foi bem recebida, principalmente para o setor produtivo. Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que a decisão foi sensata, principalmente por causa da recessão da economia do país e diante da incerteza da economia mundial. Na visão da CNI, a política monetária não influencia mais o controle da inflação. Com um possível aumento na taxa de juros, o resultado seria uma maior recessão na economia brasileira.

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é usada como referência para outras taxas de juros que movimentam a economia. Quando a taxa sobe, a intenção do Banco Central é conter o excesso da demanda, para aumento dos juros e estimular a poupança. Quando a taxa cai, tende-se a produzir mais, pois o consumo aumenta devido à baixa taxa de juros, o que resulta na perda do controle da inflação.

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Ainda na nota divulgada e publicada pela Agência Brasil, tanto a confiança do Brasil como o combate à inflação, dependem de se consolidar o ajuste fiscal de forma permanente juntamente com o controle dos gastos públicos. Ainda na nota, a CNI ressalta que também são necessárias reformas para melhoria do ambiente de negócios e a produtividade das empresas.

No Relatório de Inflação divulgado em dezembro de 2015, o Banco Central estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine o ano de 2016 acima de 6%, motivado pelo pessimismo do mercado atual. #Crise econômica