O Copom (Comitê de Política Monetária), diante de exigências do setor de produção, e também do PT (Partido dos trabalhadores) e pelo fato de que a economia poderia recuar, resolveu permanecer pela quarta vez com a taxa básica de #Juros, em 14, 25% a.a. A Selic permanece alta.

Os economistas pensaram que os juros seriam aumentados na reunião do Copom em 0,25 percentuais, passando a 14,5% a.a.. As pesquisas realizadas com especialistas econômicos das empresas financeiras mostraram que uns apostaram em manter os juros e outros em aumentar a taxa Selic. Aconteceu uma votação e, dos participantes do Copom, seis membros optaram por manter a taxa e só dois desejaram a alta percentual de 0,5%, até 14,75% a.a.

Publicidade
Publicidade

O Banco Central informou

Após o fim da reunião, o Banco Central (BC) informou que, ao observar a economia do país as projeções para a inflação e analisando os problemas domésticos e externos, houve a escolha do Copom em manter a Selic em 14,25% a.a. por seis votos contra dois. A decisão foi contra a previsão dos especialistas das instituições financeiras. Para eles, a fala do BC era uma prova de que o aumento da taxa Selic para 14,75% a.a. iria mesmo acontecer. 

Mercado

O mercado percebeu que poderia não ocorrer uma elevação dos juros em 0,5 pontos percentuais depois das declarações de Alexandre Tombini (presidente do BC). O responsável disse ter considerado “significativas” as previsões sobre a revisão do crescimento em 2016 e 2017 do FMI para o pais, que seria retroativo.

Essas notificações iriam influir nas resoluções do colegiado.

Publicidade

Diante das revelações de Tombini, o mercado financeiro acreditou que as taxas dos juros poderiam ter uma alta menor, ou que o BC manteria os 14,25% a.a., Diante dos fatos, o mercado fez críticas ao BC e disse: “se jabuti não sobe em árvores, o BC não iria comentar informações do FMI ao acaso”.

Quebra da economia

Em 2015 ocorreu uma baixa da atividade econômica, e a perspectiva do mercado foi que haveria retração do PIB de 3,75% em 2015 e de 3% em (2016). Mas devido à escassez de empregos, pode- se elevar a 10% a.a. e o que o Copom irá decidir sobre a taxa de juros, envolve a política.

As forças sindicais se manifestaram em ato público nesta terça-feira (19/01) na capital paulista diante do Banco Central. Para eles, uma nova taxa de juros elevaria a recessão no país e aumentaria o desemprego. Os problemas iriam mais além, ameaçando a indústria no Brasil, diminuindo a produtividade e fazendo com que a indústria se desestruturasse até o ponto de se acabar.

Juros subirão no futuro?

No início do ano os juros subiram e o ICMS aumentou em 20 estados do país e Brasília.

Publicidade

Ocorreram muitas altas: transportes, luz, alimentação, roupas, e o dólar disparou nesse 2016. Os economistas não acreditam que o governo consiga pagar a dívida pública que gira em torno R$ 30,5 bilhões (2015) e representa o percentual de 0,5% PIB. O mercado prevê que o PIB será de 1% em torno de R$ 60 bilhões ao ano.

O economista Alexandre Schwartsman prevê que o BC terá que subir os juros; se não fizer agora fará no futuro.

Com a alta de juros, haverá a contenção da #Inflação e Sidnei Nehme (economista) disse que a alta dos juros iria satisfazer o mercado que apoia o governo, mas não consumaria a diminuição de gastos do mesmo. #Crise econômica