Após o Presidente do Banco Central comentar o relatório divulgado ontem (19) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) , isso as vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), todo o mercado ficou em dúvida sobre os rumos da taxa de juros. Não é comum esse tipo de comentário tão próximo de uma reunião do Copom. Normalmente uma semana antes da reunião os membros do conselho ficam em silêncio evitando qualquer tipo de comentário que possa criar qualquer boato no mercado.

Segundo Alexandre Tombini, por meio de comunicado, são “significativas” as revisões das projeções de crescimento para o Brasil em 2016 e 2017.

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"O presidente Tombini ressalta que todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado", informou o comunicado.

Nesta terça-feira (19) o FMI divulgou através do “World Economic Outlook", as revisões sobre o crescimento do Brasil. As notícias não foram nada animadoras. No relatório, o Fundo prevê uma retração do PIB brasileiro de -3,5% para 2016. A causa principal apontada para essa retração não é econômica e sim a instabilidade política. A previsão em outubro de 2015 era de uma retração de 1%. Outro fator que contribuiu para a piora nos números é a corrupção.

Com a fala de Tombini não ficou claro se a política de aumento de juros será mantida, ou se haverá uma revisão. O governo vem sofrendo uma forte pressão de sua bancada e dos partidos aliados que não concordam com a atual política de aumento dos juros para tentar controlar a inflação.

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A taxa Selic (taxa básica de juros) atual está em 14,25% ao ano, a previsão seria de um aumento de 0,5% nesta quarta-feira (20).

Toda essa especulação refletiu ontem no aumento do dólar e na taxa de juros no mercado futuro. Também criou uma expectativa que o BC possa ser mais contido no aumento da taxa de juros e que talvez nem tenhamos aumento anunciado hoje.

A previsão é de mercado agitado hoje, enquanto aguarda o fim da reunião do Copom, que acontecerá no período da tarde. Vamos ver que novidades serão apresentadas, se o BC mantém sua linha de trabalho ou se cederá as pressões e mudará sua atual política econômica. #Finança #Crise econômica #Crise no Brasil