Os integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES) foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (28) no Palácio do Planalto. A intenção da reunião é a retomada da dinâmica dos encontros, já que o último foi em 2014, sendo de essencial importância para esse momento de crise econômica e política pela qual passa o país.

Jaques Wagner, ministro da Casa Civil, também membro do "Conselhão", foi quem deu as boas vindas aos conselheiros. Um decreto publicado no Diário Oficial da União exaltou o grupo das 92 personalidades como de "conduta íntegra e respeitada liderança". Estavam presentes empresários, representantes de movimentos sindicais, como também da sociedade civil.

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"Será responsabilidade deles debater sobre temas de importância nacional e propor realizações para o poder público", ressaltou o governo.

O Ministro da Casa Civil falou o quanto estava agradecido pelo voluntariado de cada um dos participantes e ainda acrescentou: "Aqui é uma escola de cidadania participativa, e vocês poderão dizer para seus netos e filhos que contribuíram para fazer o melhor". 

Houve bastante cautela por parte de Jaques Wagner ao falar, pois se é bem conhecido o desgaste existente entre o Planalto e o Congresso Nacional. Mas ele deixou bem claro que não substituíram aquele que tem a constitucionalidade e legitimidade para ser o fiscal do governo e de escrever as leis do país, o Congresso Nacional.

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, foi o primeiro a falar no encontro, e em tom pessimista ressaltou que não existem vencedores em uma recessão.

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Segundo suas palavras, ele deixou bem claro que só existe uma pauta no Brasil: a angustia de tirar o país dessa recessão. Ainda falou que cada um é um personagem do Brasil que existe hoje, significando que todos têm hoje uma porção no compromisso de ajudar o Brasil, pois, segundo ele, são todos perdedores, porque na recessão todo mundo perde. Reconheceu também que cada um dos participantes tem sua linha própria de como sair dessa inércia.

Apontando também o que ele julga de inflexibilidade na sociedade brasileira nos últimos tempos, e considera que uma visão de fora poderá mostrar um novo pensamento do que está se passando no nosso país. É preciso criar novos resultados nesse encontro de uma forma que as ideias sejam compatíveis, resultando em realizações mútuas.

Luiz Trabuco também diz que essa crise é incomum em se comparada com as outras, mas deixa bem claro que crise é uma coisa à ser resolvida a curto prazo. E que a longo prazo, o nosso país sempre será um lugar de grandes oportunidades. #Recessão no Brasil