O ano de 2015 ficará marcado na história econômica por vários fatores. Um deles é a queda nas vendas do comércio.

Influenciada pelo aumento da taxa de #Juros, diminuição da renda dos consumidores e desemprego à beira do precipício, uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta uma queda de 4,3% nas vendas. Esse resultado é a maior queda registrada desde 2001, ano que se iniciou as pesquisas. Desde o início do acompanhamento, 2010 foi o ano que teve seu maior índice. O crescimento foi de 10,9%.

A esperança estava no mês de dezembro, mês que sempre aquece a economia com a injeção do 13° salário.

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Mas nem isso foi suficiente para mudar o cenário. Dezembro de 2015 teve 7,1% de queda, se compararmos com dezembro de 2014.

Um dos segmentos que sentiu a maior queda foi o de móveis e eletro. Só nesse segmento a queda foi de 14% em comparação a 2014. De acordo com o IBGE, essa queda se deve ao aumento das taxas de juros, que levam o consumidor a desistir de comprar móveis e eletro à crédito.

Quem também sofreu uma queda nas vendas foram os supermercados e hipermercados. Uma queda de 2,3% foi registrada em 2015, a maior já registrada desde 2003. O aumento no preço dos alimentos contribuiu para esse índice negativo.

O setor que mais sofreu a queda foi o de vendas de veículos, motos e peças automotivas. Segundo a pesquisa, a queda foi de quase 18%.

O segmento de materiais de construção, que até então estava em alta, surpreendeu.

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A queda registrada foi de 8,4%.

Quem está comemorando é o setor farmacêutico, ortopédico, cosmético e perfumaria. Mesmo não sendo um resultado tão positivo quanto aos outros anos, esses setores cresceram em média 3% em 2015.

Segundo Isabella Nunes, gerente de Serviços e Comércio do IBGE, a queda nas vendas de dezembro foi pelo fato das promoções e campanhas de vendas realizadas em novembro, como no caso da Black Friday. Ela frisa que, ‘se você compra o produto desejado em novembro, claro que não irá comprar outro em dezembro’, impactando assim o resultado das vendas do fim de ano. #Crise #Crise econômica