Ao que tudo indica, a cédula de 500 euros está com os dias contados e isso, não só por ser um alvo bastante requisitado pelos criminosos mundiais. Visando entender melhor o tema, o BCE – Banco Central Europeu cogita na definição da chamada taxa de depósito mais negativa e assim atuar paralelamente às autoridades que têm por objetivo, estancar as formas de sangria fiscal e também o financiamento aos diversos grupos terroristas. 

Mario Draghi, atual presidente do BCE, sinaliza que se os maiorais da instituição acabassem com a nota de mais “valor” da zona do euro, estariam colaborando na extirpação do escudo de uma barreira gigantesca, a qual cerceia que as taxas de juros sejam levadas para patamares ainda mais baixos. 

Taxas negativas parrudas detém a chance de estimular as instituições financeiras a movimentar seu dinheiro para fora da conta original de depósito do banco central e alterá-las em caixa ao invés de ficar tendo perdas infindáveis. Em outras palavras, a título de curiosidade, um bilhão de dólares composto somente de notas de 500 euros, equivale a 3 metros cúbicos de espaço.

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Se a nota deixasse de existir seria muito mais trabalhoso a estocagem de quantidades imensas de dinheiro em espécie. 

Charles Goodhart, que foi estrategista de política cambial do banco inglês e ainda, professor da London School of Economics, afirmou que a extinção de notas de alto valor possibilitaria alguns cortes contemporâneos no patamar das taxas de juros nominais, já que reservar dinheiro ficaria simplesmente mais caro. 

Os governos da Europa têm por preocupação básica, restringir a flexibilidade dos que lavam dinheiro, utilizam o papel moeda no financiamento de suas atividades terroristas ou mesmo na sonegação do fisco. Não se deve esquecer, que parte desse avanço só foi alcançado após os ataques assassinos ocorridos em novembro do ano passado em Paris. 

Os governantes alemães, por exemplo, para insatisfação da maioria, solicitam um limite máximo para pagamentos feitos em dinheiro na União Europeia.

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Até mesmo porque, o dinheiro vivo traduz 80% dos pagamentos varejistas alemães. 

De uma forma muito resumida, pode-se afirmar que uma taxa baixa engendrada pelo BCE pode trazer alguns benefícios, mas uma política desse nível não tem como assegurar 100% a dinâmica em si na zona do euro, ou seja, quanto mais se conseguir chegar a patamares inferiores, mais os articuladores estratégicos terão que raciocinar na limitação do manuseio do dinheiro ou caso contrário, pensar na alternativa por causa dessa política, no enclausuramento ou atesorouramento do papel moeda. Qual dos dois resultados é o menos arriscado para a saúde da economia mundial? #Terrorismo #Europa #Crise econômica