A população desocupada no Brasil chegou a 9,1 milhões de pessoas em novembro passado. O contingente leva em conta as pessoas que estavam sem #Trabalho, na semana de referência, ou que tinham procurado, sem sucesso, emprego num intervalo de 30 dias.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) Contínua.

Conforme o estudo, a taxa de desocupação no trimestre setembro/novembro de 2015 foi de 9%, acréscimo de 2,5 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2014. “Essa taxa aumenta, principalmente, em função do aumento que foi observado na população desocupada, ou seja, mais pessoas procurando por um trabalho, por um emprego”, diz Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

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O grande causador desse aumento da taxa de desocupação foi a redução do número de empregados trabalhando com carteira assinada. A indústria é o setor que mais impactou o cenário.

“A carteira de trabalho assinada traduz para a população uma estabilidade, como alimentação, recolhimento da previdência”, afirma Azeredo, completando que o reflexo disso é uma corrida das pessoas pelas filas de emprego.

MASSA DE RENDIMENTO

Outro aspecto abordado por Azeredo foi o rendimento médio do trabalhador, que, conforme ele, ficou estável (R$ 1.899). No entanto, a massa de rendimento real habitualmente recebida (R$ 169,9 bilhões) também não apresentou variação estaticamente significativa, o que mostra deterioração do item em médio prazo.

“Estamos com uma massa de rendimento no mesmo nível a meados de 2014, ou seja, você tem uma redução da massa num período mais longo, então você tem menos dinheiro oriundo do trabalho circulando no mercado”, finaliza.

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Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do período encerrado em novembro de 2015 foi mensurada após dados coletados em setembro/2015, outubro/2015 e novembro/2015. #Desemprego #Crise econômica