O Ministério de Minas e Energia anunciou na quarta-feira (3) rebaixamento da bandeira tarifária de vermelho para amarelo, o que reduz o valor a ser pago pelo consumidor em R$ 1,50 a cada 100 kilowatts-hora (kWh) de energia consumida.

A tarifa, implantada desde janeiro do ano de 2015, devido à crise hídrica que assolou o país e comprometeu o potencial de produção de energia pelas hidrelétricas, fez os brasileiros pagarem a mais na conta de luz o valor de R$ 13,378 bilhões de reais, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Valor este que foi para cobrir gastos com a utilização de termelétricas.

Bandeiras Tarifárias

O sistema de bandeira tarifárias e dividido em três fases, que são as seguintes:

Tarifa em bandeira verde, bandeira amarela e bandeira vermelha.

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A conta de luz em bandeira verde e quando a cobrança e feita sem nenhum adicional, a condição de geração de energia pelas hidrelétricas está favorável, com a bandeira amarela a cobrança tem um adicional de R$ 1,50 por kwh, já com condições extremamente desfavorável, como a falta de chuva, a cobrança e feita em bandeira vermelha adicionando a conta os valores de R$ 3,00 ou R$ 4,50 por cada 100 kwh consumidos.

No ano de 2015, segundo a Aneel o balanço de arrecadação das bandeiras fechou em superávit, ou seja, o valor pago a mais pelos brasileiros foi maior do que os gastos com o uso adicional das termelétricas. O superávit foi de R$ 515,2 milhões.

Bandeira verde em abril

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou ainda que bandeira tarifária pode ser rebaixada para verde no mês de abril, segundo ele devido as condições climáticas estarem favoráveis, com um nível de chuva considerável as represas das maiores hidrelétricas estão se recuperando rapidamente, principalmente as das regiões Sudeste e Centro-oeste que são responsáveis por 70% da produção nacional de energia elétrica.

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Em janeiro deste ano os níveis de armazenamento destas represas marcava 45% de sua capacidade, realidade bem diferente ser compararmos os níveis de janeiro de 2015, no qual marcava 16,7%. #Finança #Mudança do Clima