Em todo período de crise uma máxima costuma estar presente: a de que é necessário procurar alternativas a fim de sofrer menos com os efeitos colaterais do momento econômico recessivo ou até mesmo aproveitar-se dele. É a partir desse pensamento que o consumo colaborativo vem chamando a atenção de um número cada vez maior de pessoas e também de empresas, já que essa prática, além do caráter sustentável, também promove uma maior economia.

A ideia de consumo colaborativo não é nova e baseia-se no hábito de compartilhar bens de consumo, materiais e imateriais, desde livros e roupas usados a caronas e ambientes de trabalho. A prática ganhou mais força a partir de 2008, nos Estados Unidos, período marcado justamente pela forte #Crise econômica que assolou os norte-americanos, e também vem ganhando força no Brasil como alternativa de economia no período recessivo atual.

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Uma das praticas mais populares de consumo colaborativo entre empresas de pequeno e médio porte, além de profissionais liberais, é o coworking. Por meio dessa prática, um mesmo local de trabalho serve ao mesmo tempo para empresas e profissionais diferentes, que compartilham os custos do imóvel e permitem que aqueles com restrições orçamentárias possam desfrutar de localização e estrutura que, individualmente, não teriam condições de arcar.

Estratégia econômica e empresarial

Para o cirurgião bucomaxilofacial Alessandro Silva, que resolveu compartilhar o espaço de seu consultório de 180 m² no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, com outros profissionais da mesma área de atuação, o coworking tem sido uma boa estratégia, não só econômica, mas também empresarial. “Com outros profissionais da mesma área que a minha, a de bucomaxilo, eu crio um aumento na demanda de produção, o que significa uma diminuição nos custos variáveis de materiais para cirurgia, por exemplo, e insumos.

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Também é uma oportunidade para os profissionais da minha área terem uma economia substancial ao sublocar uma sala no consultório e não terem preocupações com gastos de administração, dores de cabeça administrativas e com todo o conforto que um consultório de luxo como o meu oferece”, diz.

Sobre os custos do investimento necessário para ter um negócio semelhante, o cirurgião afirma: “Para uma pessoa ter um consultório igual ao meu teria que investir cerca de 800 mil reais e ter gastos expressivos com a manutenção. Mesmo que alugue o consultório todos os dias, ainda sai muito mais barato e sem dor de cabeça administrativa. É uma opção moderna e que vale muito a pena”.

Cultura do Brasileiro e crise

Segundo ele, “a cultura do brasileiro ainda está assimilando esses conceitos, diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo. Muitas pessoas aqui acreditam que é arriscado estar ao lado da concorrência. Para quem faz o coworking, as vantagens são a ampliação do faturamento, redução dos gastos, networking, aumento do fluxo de pacientes, parcerias, ampliação do atendimento, mais opções, etc.”

Questionado sobre o momento atual de crise econômica e a necessidade de se pensar em alternativas, Alessandro Silva acredita no bom desempenho de seu investimento no coworking e vê o período atual com otimismo.

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“O momento é perfeito. Crise é o momento da criatividade e de se reinventar”, celebra. #Negócios