Nesta sexta-feira (19), o #Governo anunciou um corte no orçamento de 2016 de R$ 23,4 bilhões. Essa contenção de despesas foi menor se comparada à de 2010, no valor de R$ 21,8 bilhões.

O Congresso Nacional aprovou o objetivo para o superávit primário (pagamento da dívida), que é de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 30,5 bilhões para os setores públicos do país.

O governo terá que economizar R$ 24 bilhões, 0,4% do PIB, e os estados e municípios ficam com a parcela de 0,1%. Em 2015, o governo fechou as contas no vermelho e foi registrado o maior déficit desde 2001.

O governo precisa economizar?

É preciso estabelecer metas de economia por parte do governo, pois o mesmo precisa cumprir o pagamento da dívida pública que está em torno de R$ 30,5 bilhões, que corresponde a 0,5% do PIB.

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O percentual do governo é de 0,4% (PIB), estados e municípios contribuirão com 0,1%, cujo valor é de R$ 6,5 bilhões.

Em 2016 o governo vai conseguir equilibrar o orçamento?

De acordo com especialistas, a redução dos gastos do governo não surtirá efeitos positivos ou um equilíbrio nas finanças do país. A previsão é que gere um desequilíbrio no orçamento público e eleve a inflação.

O governo evitará os endividamentos?

Em 2015 foi feito o anúncio através do governo, de um pacote de medidas que iriam equilibrar as suas contas e gerariam maior renda para os cofres públicos através de uma maior arrecadação de impostos.

Essas medidas adotadas na época pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levir, acarretou em uma elevação de preços em vários setores, juros altos, ocasionando a alta da inflação. Em contrapartida, o governo não fez nenhum esforço para cortar os seus gastos e não conseguiu tapar o buraco gerado pelo rombo nas contas públicas.

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Para Machado (economista), o resultado favorável viria através do equilíbrio entre a receita e os gastos. No Brasil, o déficit orçamentário ocorreu, pois o governo não quis reduzir as suas despesas e aumentou a arrecadação como forma de obter mais fundos e assim sanar os seus débitos. 

Em 2016, como ficará a economia do país?

Neste ano de 2016, o cenário da economia não é muito animador. O déficit anunciado pelo governo poderá fazer com que o débito bruto e PIB piorem segundo estimativas das agências de classificação de risco.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) estima que a dívida do Brasil alcance a casa dos 65% a 70% do PIB, comprometendo a renda do país nos anos que virão.

De acordo com Luiz Alberto Machado (economista), o déficit tende a piorar com a alta do dólar, pois poderá ocorrer o superávit na balança comercial do Brasil, o que levaria a uma dura recessão. #Finança