O governo da presidente Dilma Rousseff anunciou ontem (19) o corte de R$ 23 bilhões no orçamento da União e com isso busca cumprir o superávit de 0,5% do PIB. O contingenciamento será de R$ 4,2 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 11 bilhões nas despesas discricionárias (não obrigatórias) e R$ 8,2 bilhões nas emendas parlamentares.

Os cortes realizados devem afetar diretamente a economia, principalmente nos pequenos e médios municípios que mais precisam dos recursos do PAC ou das emendas parlamentares para realização de seus investimentos. Assim, o governo contingência o orçamento, mas não atinge a própria “carne” já que menos da metade do corte está relacionado às suas próprias despesas.

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O corte nas emendas parlamentares representam mais da metade do valor total orçado para essa despesa. O total programado era de R$ 14,8 bilhões e com o corte restaram apenas R$ 6,6 bilhões para as emendas.

Entretanto, outro assunto de destaque e que não estava relacionado diretamente ao corte do orçamento, mas está relacionado ao tema é a reforma da Previdência Social. Segundo o Ministro Nelson Barbosa esse item consome 44% dos gastos públicos obrigatórios sendo o principal item de despesa da União.

O Ministro diz que a Reforma já está sendo discutida com as centrais sindicais e empresários no Fórum de Debates sobre Políticas de Trabalho, Emprego, Renda e Previdência Social e que os pontos centrais são mais uma vez a idade média das aposentadorias e a equivalência da diferença de idade entre homens e mulheres.

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A discussão sobre a reforma da previdência não é nova e vem sendo realizada desde o primeiro mandato da Presidente Dilma Rousseff, mas agora ganhou força devido a necessidade de cortes e a crise econômica atual.

No inicio do ano de 2015 já foram realizados cortes de R$ 69,9 bilhões de reais no orçamento do governo. O valor foi três vezes maior que o corte de 2016, mas se considerarmos o somatório dos dois já são quase R$ 100 bilhões de reais que o governo deixa de investir em 2 anos. #Crise #Crise econômica #Crise no Brasil