Após ver sua nota de crédito rebaixada pela agência de risco internacional 'Standard and Poor's (S&P)', o governo se viu pressionado a antecipar o anúncio do corte de gastos que pretendia publicar apenas em março.

Ao que parece esse corte não é a 'intenção final' do governo para diminuir as chances de que o país perca o selo de bom pagador, e consequentemente, entre no grupo dos países chamados de 'especulativos'.

O único atrativo que os países no nível em que o Brasil se encontra hoje possuem para atrair o capital estrangeiro são os juros elevados. Eles fazem com que o investidor 'corra o risco' em troca de rentabilidade maior.

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O problema é exatamente quando esses riscos ficam elevados demais. A maioria dos grupos de investimentos não podem disponibilizar seus capitais em países com nota de crédito consideradas baixas ou especulativas.

Boa parte dos especialistas não enxergam muita gordura onde o governo tenha condições de economizar

A maioria dos gastos são discricionários (aqueles que não podem ser contingenciados), e o governo petista não pretende de forma alguma mexer em programas sociais como o bolsa família ou o bolsa escola, por exemplo.

No corte de gastos anunciados pelo governo, foi anunciado grande contingenciamento no Ministério da Educação e no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na educação foram feitos grandes cortes no PRONATEC e no Ciências sem Fronteiras, além do fato das novas regras de acesso ao Prouni terem aumentado as restrições do financiamento.

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Com todos esses quadros desfavoráveis, Nelson Barbosa que é o atual ministro da Fazenda anunciou que "em caso de necessidade extrema" ele irá propor ao governo o congelamento do aumento real do salário mínimo, a suspensão dos acordos de reajustes salariais firmados com os servidores federais e a suspensão imediata de concursos públicos.

As medidas que o ministro pretende apresentar revelam um cenário desesperador para a economia e o modo de 'tentativa e erro' como o governo lida com os próprios acordos firmados com seus funcionários e com os trabalhadores do país. #Crise #Crise econômica