O economista da UBS, Paul Donovan, criticou em seu mais recente relatório, publicado na última sexta-feira (12), a reação que o mercado de ações tem diante do comportamento de economistas ou aos últimos acontecimentos econômicos. No relatório intitulado “Quatro razões que economistas têm se divorciado das ações”, Donovan lista alguns fatos que mostram que algumas medidas, como uma revisão mais detalhada de dados econômicos, podem evitar reações equivocadas.

A seguir, os fatos listados por Paul Donovan:

  • Empresas com ações na Bolsa fazem parte de apenas 15% da economia. “Pequenos negócios são de longe mais importantes”, disse Donovan;
  • Os setores energético, financeiro e industrial possuem mais influência e impacto sobre o mercado de ações – com preços baixos, regulamentos ou valorizações de moedas – que as ações possuem sobre a “economia real”;
  • Ações de companhias que atuam no exteriorsão vulneráveis às mudanças estrangeiras de demanda. Entretanto, os efeitos desta vulnerabilidade são quase imperceptíveis nas atividades domésticas;
  • Dados econômicos podem causar reações iniciais no mercado de ações, porém isto pode mudar com revisões dos dados e análises mais detalhadas. Segundo Donovan, “o mundo real não pode ser o mundo que as ações reagem”.

Federal Reserve e #China

Na próxima semana, serão revelados dados sobre a política monetária dos #EUA, como a inflação e o Índice de Preços ao Produtor.

Publicidade
Publicidade

Outro dado a ser revelado na próxima semana é a ata de reunião do Federal Reserve (o Banco Central americano) que manteve a taxa de juros entre 0,25% e 0,50%. Nesta reunião, foi dito que a economia americana sofreu uma desaceleração no ano passado, em contrapartida com a aceleração de economias emergentes, como a Índia. Para o conselheiro econômico Mohamed El-Erian, a atual condição da economia dos EUA torna o Federal Reserve “refém dos acontecimentos econômicos externos e dos mercados voláteis”.

Enquanto isso, o presidente do Banco Central Chinês, Zhou Xiaochuan, afirmou que especulações não podem influenciar o mercado no que diz respeito às reservas internacionais da China, que caíram pelo terceiro mês consecutivo, devido à injeção de dólares para preservar a moeda e medidas para evitar o aumento de saídas de capital.

Publicidade

A China teve o seu pior crescimento em 25 anos (6,9%), levando a especulações negativas sobre o futuro da economia chinesa. #Finança