Depois das festividades do natal, a Páscoa é a segunda época mais importante para os logistas, pois é um período de grandes vendas. Com a insegurança da economia brasileira, uma 'onda' de incertezas gira em torno dos supermercadistas esse ano. Na pesquisa realizada pela Abras, empresa que representa o setor de supermercadistas, 39,5% dos comerciantes aguardam um considerável declive de vendas. Sussumo Honda, presidente da Abras, justifica: "A Páscoa é sempre muito aguardada pelo setor, mas entendemos que o atual momento econômico vem refletindo na expectativa dos supermercadistas". Para os outros 41,9% dos comerciantes as vendas ficarão estáveis, e 18,6% aguardam uma melhoria no setor esse ano. 

Produtos de menor investimento são algumas das apostas dos supermercados, que decidiram por eliminar 7% dos pedidos de ovos de Páscoa, e substituíram em produtos mais acessíveis às pessoas, como por exemplo: chocolates em barra e caixas de bombons.

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Além dos tradicionais ovos de Páscoa, outros produtos da temporada também apresentaram baixa encomenda pelos logistas, como os vinhos e os peixes. Houve um aumento de 0,7% nas encomendas dos azeites, e 3,2% nas encomendas de refrigerantes e cervejas, esses produtos estão na lista dos mais procurados nesse período do ano. 

Economia em prejuízo

"Desemprego e inflação em alta reduziram a renda disponível do consumidor e, combinado a um quadro de incertezas econômicas, houve impacto nas vendas" explicou Sussumo Honda. Entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, houve uma queda de 3,38% em relação as vendas gerais dos supermercados, comparando janeiro de 2016 com dezembro de 2015 esse déficit caiu para 19,6%. A Abras aguarda um declive de 1,8% nas vendas esse ano. Foi realizada em janeiro uma pesquisa da Abras em parceria com a empresa GfK onde foi constatada uma alta de 2,99% ante dezembro nos preços das cestas de produtos.

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Os produtos que mais sofreram alta em relação a dezembro foram os hortifruti, como o açúcar, a farinha de mandioca, a cebola e o tomate.  #Desemprego #Crise econômica #Inflação