Segundo informação divulgada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), a renda per capita do brasileiro sofreu um recuo significativo próximo a 90%, em comparação ao rendimento médio dos 24 países classificados pelo órgão como emergentes. Em números absolutos, a queda foi de US$ 17 mil para US$ 15 mil de 2014 para 2015.

O número negativo do Brasil é o maior já identificado pelo Fundo desde 1980 e surge como consequência da grave #Crise econômica que afeta o país desde o final de 2014, agravada no ano seguinte, que diminuiu drasticamente o poder de compra do brasileiro, sobretudo, aquele pertencente a classes socioeconômicas menos favorecidas no país.

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A comparação entre o poder de compra da população de cada país é feita pelo FMI para medir o nível da qualidade de vida de cada lugar. Desde que o cálculo passou a ser realizado pela Instituição, o Brasil (poder de compra do brasileiro) sempre se manteve com uma média acima dos seus pares, ou seja, dos outros países também classificados como emergentes.

Entre os anos de 2004 a 2007, as economias da China e da Índia cresceram ao ponto de se equiparar e depois superar a do Brasil. Já de 2014 para cá, a situação brasileira piorou vertiginosamente, o que culminou com a queda drástica em comparação com os outros países emergentes do grupo.

Segundo as projeções feitas pelo FMI, a situação do Brasil deve melhorar nos próximos anos, caso as ações para combater a crise econômica por qual passa o país sejam efetivadas com sucesso.

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De acordo com o Fundo, no ano de 2020, o poder de compra do brasileiro pode atingir a marca de, aproximadamente, US$ 19 mil, o que representará algo em torno de 80% da média dos outros países emergentes.

“Queda representa o péssimo momento econômico do país”, diz economista

A informação divulgada pelo FMI no início desta semana parece não ter caudado nenhuma surpresa entre os economistas brasileiros. Para o economista Adriano Fonseca, grave crise do Brasil é o principal causador de mais um dado negativo.

 “O FMI não divulgou nenhuma novidade. A queda representa o péssimo momento econômico do país. Imagine você que a recessão está em pleno vigor há mais de um ano, ou seja, são mais de 12 meses de aperto no bolso do brasileiro. É obvio que isso vai refletir de maneira negativa no poder de compra da nossa população”, afirma Fonseca.

“Pressionado por conta do aumento dos preços nos mercados, nos shoppings, nas contas de energia, água, internet, dentre outros inúmeros gastos, o brasileiro teve que se replanejar para não fechar os meses no vermelho.

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Em tempos de crise, o ideal é cortar gastos menos prioritários, e foi isso que o brasileiro fez, e ainda está fazendo. O FMI identificou, por meio de seus estudos, que o brasileiro está gastando menos, por isso registrou a queda do poder de compra”, explica.

“Contudo, o próprio FMI já divulgou também que espera uma melhora da economia brasileira nos próximos anos, o que pode voltar a crescer a posição do Brasil dentro do grupo dos países considerados emergentes pelo Fundo. Esse crescimento está intrinsecamente ligado à aprovação do ajuste fiscal. É o ‘coelho da cartola’ do Governo. Se der certo, também acredito que a economia deva retomar seu crescimento nos próximos três ou quatro anos”, conclui o economista. #Crise no Brasil #Recessão no Brasil