Em um discurso feito em Nova Déli, o presidente do Banco Central Indiano, Raghuram Rajan, fez uma análise sobre o Brasil. Segundo ele, a #Crise no Brasil foi causada pela euforia do país em tentar crescer rápido demais.

Raghuram Rajan, teve seu nome conhecido em 2008, quando um trabalho seu realizado em 2005 surgiu com uma premonição sobre a crise.

Desde que assumiu a presidência do Banco Central Indiano, Rajan vem se fortalecendo a cada dia mais. Em 2015, a revista The Banker, o elegeu como o melhor presidente de Banco Central do mundo.

No quesito economia, a Índia é um dos países que mais se destaca em crescimento. A única preocupação com esse crescimento é em relação ao controle da inflação, o maior problema da economia de alguns países ao redor do mundo.

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No discurso de Rajan, ele citou o crescimento do Brasil em 2010 de 7,6% durante o governo Lula. Esse crescimento se deve a descoberta de grandes reservas de petróleo, que foi bradado pelo então ex-presidente Lula, como um “título de loteria”.

Continuando a análise sobre o Brasil, Rajan explica o porquê na queda da economia do país. Segundo ele, na tentativa de manter acelerado o crescimento, o Banco Central do Brasil reduziu as taxas de juros, o que resultou em um surto de crédito. Como consequência disso, hoje os consumidores lutam para pagarem esse prejuízo.

Em relação ao BNDES, Rajan explica que o banco foi um dos principais responsáveis pela crise. Com um aumento significativo nos empréstimos feitos pela instituição, algumas empresas foram favorecidas com juros menores, e a diferença foi colocada no preço da gasolina e energia elétrica.

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Mais uma vez os consumidores pagando pelo falso crescimento do país.

Ao finalizar o discurso, Rajan diz que tudo isso que o Brasil vem enfrentando, vai servir como experiências futuras de que não se pode crescer rápido com estímulos substanciais, pois a conta vem depois: inflação e déficits mais altos.  Ele ainda ressalta que deve se ter muito cuidado para não colocar a estabilidade macroeconômica em jogo, pois ela é a única força importante em períodos de turbulência. #Crise econômica #Crise no Brasil