Muitas vezes eliminada do carrinho de compras e considerada carne da classe baixa, o frango vive agora uma realidade diferente. Desde janeiro do ano passado vem ganhando o status de carne nobre; não pela qualidade e paladar de seus cortes, mas pelo preço. Em 12 meses ele acumulou uma alta de 36% e  nos próximos dias a previsão é que ganhar mais uns cifrões de aumento.

Segundo o  presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) assim que a o furor carnavalesco passar – os gaúchos receberão por volta de 15% de aumento a  mais no preço do quilo da carne de frango. Nestor Freiberger estranhou não ter se deparado com esta suba já nesta quarta-feira de cinzas (10) porém ele alerta à gauchada que é chegada a um bom e velho galeto, principalmente para o pessoal da serra (imigração italiana) que mais tardado até a metade do mês de fevereiro prepare para a suba.

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Vilão verde

Considerado a fiel da balança comercial mundial, a moeda  norte-americana está sendo considerada mais uma vez a grande vilã deste reajuste. Nestor atribui a suba do dólar (ou desvalorização do Real) que influenciou em torno de 70% no preço do custo da produção, principalmente do milho que é a base na cadeia alimentar dos produtores de frango. Embora o Rio Grande do Sul seja produtor e autossuficiente no milho e na soja, a maior parte do que é plantado aqui não resiste à tentação e acaba sendo exportado. 

Nestor argumenta que há urgência neste aumento de preço da carne de frango, pois o RS está numa posição desfavorável e dá como exemplo o milho que teve uma suba de 63% em um ano e mesmo que esta suba os produtores gaúchos ainda se encontram numa situação desfavorável.  “Não há como mais segurar” argumenta Freiberger.

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Para Antônio Cesa Longo – presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) afirma que os frangos já foram entregues no varejo com este aumento nesta segunda-feira (8) com reajuste de 9% e que nas próximas estes preços serão repassados ao consumidor. Segundo Cesa Longo os restantes 6% para completar os 15% previstos pela Asgav serão incorporados aos poucos para não assustar muito o consumidor do Rio Grande do Sul. #Animais #Agricultura #Alimentação Saudável