A crise na Usiminas (Ternium/Nippon Steel) parece não ter precedentes na história da empresa e a expectativa é muito negativa para o setor, o número de trabalhadores diretos, terceirizados e prestadores de serviço que poderão ser demitidos nos próximos meses poderá chegar a 30 mil.

A crise na Usiminas começou desde quando foi anunciada a desativação de setores industriais que produziam aço na empresa no litoral de São Paulo. Em Cubatão por exemplo, a usina está instalada há décadas e a expectativa é que a crise fique ainda maior no decorrer dos próximos meses, pois a administração da Usiminas informou que as atividades da usina este ano ficará em apenas 30% de sua capacidade.

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Outra unidade em grave crise é a unidade da Usiminas na Baixada Santista que teve no ano passado uma baixa de 1,1 mil funcionários, segundo informações do diretor do Claudinei Rodrigues Gato, vice-presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista.

Siderúrgica que já foi um dos principais símbolos da indústria do aço do Brasil pode entrar em recuperação judicial a qualquer momento

Parece iminente o pedido de recuperação judicial da Usiminas, os acionistas majoritários e controladores dos investimentos da siderúrgica, o grupo ítalo-argentino Techinit e o grupo japonês Nippon Steel vivem relações conturbadas. Os dois grupos não se relacionam nos negócios da Usiminas desde setembro de 2014.

E ao que parece o pedido de recuperação judicial é iminente, algo inacreditável pois a Usiminas sempre foi um orgulho do estado de Minas Gerais e um símbolo de liquidez na fabricação de aço no país.

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Crise na Usiminas afeta diretamente diversos setores das economias locais

A prefeitura municipal de Cubatão prevê uma forte queda na arrecadação de impostos principalmente no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e também no ISS (Imposto Sobre Serviços). Segundo a administração da prefeitura de Cubatão a perda de arrecadação de impostos com a produção de apenas 30% da Usiminas gira em torno de 77 milhões de reais anuais juntando ICMS e ISS.

Os próximos meses serão cruciais para definição do futuro da siderúrgica. Os acionistas da Usiminas defendem a desativação da fabricação de aço e declaram que ainda mantiveram o setor de laminação em Cubatão e que a medida foi necessária para que a siderúrgica tome robustez para superar a maior crise de sua história.  #Desemprego #Crise econômica #Crise no Brasil