A mineradora multinacional brasileira, Vale, registrou em 2015 um prejuízo histórico e altíssimo considerado o maior prejuízo de uma empresa de capital aberto com atuação na bolsa de valores dos últimos 30 anos, segundo estatística divulgada pela empresa de consultoria Economatica.

Desde 1986 um prejuízo tão alto de uma empresa não acontecia. O valor total registrado foi de R$ 44,2 bilhões cerca de 12,129 bilhões de dólares, um montante que equivale ao PIB (Produto Interno Bruto) de 49 países calculados individualmente.

Desde sua privatização ocorrida em 1997 a Vale não fecha o ano no vermelho. No ano de 2014 a mineradora fechou com um lucro líquido de R$ 954 milhões.

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Os investidores da Vale jamais imaginariam que no ano seguinte seria verificado tamanha queda nos lucros da Vale.

Prejuízo da Vale é maior do que empresas que já fecharam como o Banco Nacional

A segunda colocação no ranking de maiores prejuízos de empresas de capital aberto pertence ao Banco Nacional no ano de 1995. Banco do Brasil, Cesp e Eletrobrás também são empresas que figuram na lista dos 20 maiores prejuízos da história.

Em comparação aos outros anos, é um fato inédito uma indústria do setor de mineração ter esse prejuízo já que empresas bancárias e de energia elétrica figuram com mais frequência no ranking de maiores prejuízos.

No ranking de 20 maiores prejuízos de toda a história, seis registros de empresas bancárias foram verificados e quatro registros de empresas de energia elétrica.

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Além de prejuízo histórico, a Vale teve sua nota de risco de crédito rebaixada pela agência Moddy’s

Na última sexta-feira (26) a agência de classificação de risco a Moddy’s baixou a nota de crédito da Vale para “Ba3”, o que significa que a empresa perdeu o selo de boa pagadora, o que dificulta ainda mais a recuperação da Vale frente ao mercado investidor internacional.

O rebaixamento ocorreu devido à perspectiva negativa de desemprenho da mineradora nos próximos doze meses e também devido à queda nos preços de metais básicos e no minério de ferro. #Governo #Crise econômica #Crise no Brasil