O IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta última terça-feira, dia 15, os dados referentes ao número de desempregados no Brasil no ano de 2015. De acordo com a pesquisa, a taxa média de desocupados ficou em 8,5%. Este número apurado pela Pnad ( Programa Nacional por Amostras de Domicílio), cujo estudo teve início em 2012, mostrou um resultado maior que o ano anterior, quando a mesma apresentou um percentual de 6,8%.

A análise dos dados sobre o desemprego no Brasil é feita conforme estudo desenvolvido pelo IBGE, através de amostras por domicílio nas várias regiões do país. Este estudo cujos dados fazem parte do Pnad, é realizado desde 2012, através de uma série contínua.

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Para este estudo atual, foram coletados 211 mil domicílios espalhados por 3.464 municípios brasileiros. A conclusão do estudo mostrou que a taxa atualmente divulgada é a maior desde o início da série.

O resultado divulgado pelo IBGE mostrou que, somente no último trimestre de 2015, o #Desemprego atingiu a casa dos 9%. Se comparado com o mesmo período, no ano de 2014, este resultado cai para 6,5%. Nos outros trimestres do ano, este percentual ficou em 8,9%. Podemos observar que somente para um trimestre, o resultado foi maior que o coletado pela própria pesquisa. De acordo com o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento no último trimestre reflete uma quantidade de mão de obra que estava realmente sem #Trabalho. São pessoas que não estavam ocupadas, entretanto, de alguma maneira, conseguiram alguma forma de subsistência.

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O crescimento do número de desempregados  como reflexo direto da crise econômica

Ainda de acordo com o coordenador, o terceiro trimestre de 2015 se sobressai no maior crescimento do nível de desemprego para o país. Neste último período, pode-se observar uma influência direta e muito forte da crise econômica que se abateu sobre o Brasil desde o ano passado. As mudanças observadas levaram a uma perda da estabilidade dos empregos, uma alteração na estrutura do mercado de trabalho e isto ainda se refletiu na perda progressiva do poder de compra das pessoas. Se existe uma redução do mercado consumidor, não há razão para manter os mesmos níveis de emprego.

Os efeitos sentidos no aumento da desocupação, fazem parte de todo um processo que é típico do países que se encontram em recessão econômica.  Este efeito pode se sentido na indústria, onde a taxa de desemprego aumentou em todo o país, principalmente no Sudeste, onde elas se concentram em maior número.

A pesquisa do IBGE mostrou que, em termos de números, foram cerca de 8,6 milhões de desempregados em 2015, contra 6,7 milhões em 2014.

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Uma alta percentual de 27,4%. O número de empregados com carteira assinada caiu em torno de 900 mil, chegando a 2015, com um total de 35,7 milhões contra 36,6 milhões em 2014.

A aumento do nível de desemprego no final do ano passado, mostra um comportamento muito atípico para este período. São nos últimos meses que as contratações temporárias aumentam, em razão do aumento das vendas de final de ano. Entretanto, este fato não aconteceu. De acordo com o IBGE, o comparativo entre o último mês do terceiro trimestre para o primeiro mês do último trimestre, mostrou uma taxa estacionária, sem nenhuma elevação.

  #Governo