Cinquenta e oito milhões de pessoas. Este é o contingente de consumidores brasileiros com atraso em algum tipo de conta, o que representa mais de um terço da população entre 19 e 95 anos - o índice preciso é de 39,21%. As informações são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A estimativa é que pelo menos 3,4 milhões de novos devedores tenham entrado para o rol dos inadimplentes desde o início do ano passado. Entre as justificativas o aumento das taxas de #Desemprego somado a alta da inflação que prejudica o planejamento das famílias.

As pendências com contas de água e luz são as que mais chamam a atenção, com um aumento de 18,81%  na região Nordeste e de 33,85% no Centro-Oeste, em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.

Publicidade
Publicidade

E é a região Nordeste que detém os maiores níveis de inadimplência: são 15,4 milhões de pessoas, o equivalente a 39,38% da população adulta.

Como novidade este ano, o SPC passou a divulgar informações por gênero e são os homens a maioria dos inadimplentes. Nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte eles representam 52,95%, 51,28% e 50,72%, respectivamente. Já as mulheres são maioria no Nordeste, concentrando 52,23% dos devedores.

Municípios

Os municípios também sofrem e já medem os efeitos da #Crise nas contas públicas. Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que dos 4.080 municípios que responderam o questionário, 98,5% sentem os efeitos da crise instalada no país, sendo as áreas da educação e da saúde as mais atingidas.

Embora os prefeitos ouvidos pelo "Dossiê da Crise" registrem que a educação é prioridade, 3.357 municípios sofrem com a falta de médicos e equipamentos básicos.

Publicidade

E 2.844 municípios alegam "insuficiência de recursos para manutenção das frotas e pagamento do piso do magistério."

Como consequência direta, as prefeituras cortaram as chamadas "verbas de custeio", mas a segunda medida mais adotada foi o corte de pessoal. Dos municípios que participaram do estudo, mais da metade respondeu que reduziu o quadro de funcionários (53,6%) e de cargos comissionados (51,4%). 

O estudo foi entregue no começo do mês ao presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz. #Crise econômica