A Caixa Econômica Federal aumentou o crédito de financiamento para imóveis usados de 50% para 70%. A novidade foi anunciada na última terça-feira (8) pela presidente do banco, Miriam Belchior. A instituição também vai voltar a oferecer financiamento para os que quiserem comprar um segundo imóvel.

As medidas valem somente para aqueles imóveis que forem financiados com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Em maio de 2015, a Caixa Econômica Federal reduziu o crédito de financiamento para imóveis usados de 80% par 50% e, três meses depois, em agosto de 2015, restringiu o financiamento para compra do segundo imóvel.

Publicidade
Publicidade

Agora espera-se com estas mudanças aumentar a demanda de financiamento em até 13% se comparada ao ano de 2015, algo em torno de 64 mil contratos. 

O financiamento de imóveis usados via poupança era, desde o ano passado, o único que havia sido afetado com as mudanças de contenção. Os interessados em comprar através do programa Minha Casa, Minha Vida, ou utilizando os recursos do FGTS mantiveram os mesmos limites. "A cota de financiamento é um dos fatores que mais impactam a demanda", declarou Miriam.

Junto com estas notícias, a Caixa Econômica Federal divulgou ter tido um lucro líquido de R$ 7,2 bilhões em 2015, uma alta de 0,9% frete ao ano anterior. O aumento, segundo o balanço, provém de cestas de serviços, cartões de crédito, poupança, e outros serviços ofertados para a clientela.  O número de clientes, aliás, chegou a 82,9 milhões em 2015, crescimento de aproximadamente 6% de um ano para outro.

Publicidade

Deste montante, 80,7 milhões são pessoas físicas e 2,2 milhões são pessoas jurídicas.

De acordo com informações divulgadas no balanço, em doze meses, a Caixa injetou R$ 732,7 bilhões na economia brasileira por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal e destinação social de loterias, entre outros. Já o crédito comercial a pessoas físicas e jurídicas totalizou R$ 199,4 bilhões, alta de 4,8% em 12 meses. #Governo #Crise econômica