A maior rede de lojas do setor de vestuário do Brasil, C&A, lançou uma nova campanha, voltada para a internet e televisão, em que apresenta homens e mulheres numa espécie de corrida para vestir as roupas que acharem melhor. A falta de distinção das peças por gênero é a grande mensagem do comercial.

Em um mundo em que muitas pessoas estão buscando acabar com barreiras e padrões impostos pela sociedade, a C&A mostra que está atenta a causa ao lançar uma campanha que simboliza a liberdade de poder vestir o que quiser, ou o que faz o usuário sentir-se bem, pela primeira vez no Brasil.

A ideia principal é fazer o consumidor refletir: se uma mulher gosta de usar camisetas masculinas, qual o problema em compra-las? Da mesma maneira, se um homem gosta de utilizar uma calça jeans skinny, que deixa as pernas mais chamativas e definidas, ele tem o direito e pode fazer uso dela.

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Por falar nisso, na loja virtual da empresa, já é fácil encontrar calça skinny com a descrição "masculino" nas buscas.

No entanto, esta não é uma atitude inédita no mundo. Pelo contrário. As empresas de #Moda estão cada vez mais apresentando esta nova tendência. A Louis Vitton, por exemplo, utiliza Jaden Smith, filho do ator norte-americano Will Smith, como seu garoto-propaganda. Nas campanhas que estrela, Smith utiliza roupas femininas, desmistificando padrões de vestimenta.

O ator global Bruno Gagliasso é outro adepto da "liberdade de vestimenta". Ele postou uma foto na rede social Instagram, em que aparece de vestido vermelho no aniversário do amigo Paulo Vilhena.

Até o momento da publicação deste artigo, o vídeo principal da campanha "C&A - Misture, Ouse e Divirta-se", já havia atingido a marca de 100 mil visualizações no YouTube.

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Assista abaixo ao vídeo:

Nas redes sociais, a aceitação da campanha foi positiva. Um internauta comentou: "Roupas para seres humanos"; enquanto uma outra consumidora disse: "Estou NO CHÃO com esse vídeo [...] amei <3".

Avon também arriscou

Outra empresa multi-nacional que "arriscou" defender as diferenças foi a Avon. Ao trazer como estrela de suas novas campanhas a transexual Mel Gonçalves, apresentadora de um programa na TV EBC e vocalista da Banda Uó, o presidente da marca, David Legher, disse não ter medo de perder a fatia de um público mais conservador. "Temos uma opinião como empresa, a de que é preciso empoderar mulheres e ter respeito com a diversidade", afirmou o executivo. #Negócios #Comunicação