Mais uma demissão em massa deve ocorrer nos próximos dias em uma grande empresa do setor automobilístico. De acordo com Sindicato dos Metalúrgicos, deverão ocorrer 1500 demissões na GM (General Motors) em sua unidade situada em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

As demissões ocorrerão com trabalhadores que estão em lay-off (acordo de licença remunerada) e que terão seus prazos de licença encerrados na próxima semana.

Em sua totalidade 2250 trabalhadores estão em lay-off na GM de São Caetano do Sul

Segundo declaração dada pelo vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Francisco Nunes, ao jornal Estadão, 2250 trabalhadores estão afastados de seus postos de trabalho em situação de lay-off e terão que voltar ao trabalho na próxima semana.

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A intenção da GM é agregar as unidades de produção entre 300 e 400 trabalhadores desse montante total, 1500 devem ser demitidos e o restante, 350, são trabalhadores que detém estabilidade em suas funções devido a acidentes de trabalho e doenças profissionais e, por consequência, não podem ser demitidos.

GM alega que não há sinais de recuperação do mercado e que as linhas de produção operam em ociosidade

Dirigentes da GM alegam que não haverá uma recuperação do mercado em curto prazo e que diversas linhas de produção operam em ociosidade.

O processo de demissões é inevitável, afirmam os dirigentes, que pretendem se reunir com representantes do sindicato para explicar a difícil situação que a empresa multinacional atravessa. A reunião dos representantes do sindicato com os dirigentes da GM deve ocorrer nessa terça-feira, (1º) às 9 horas.

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Caso as demissões realmente aconteçam, os sindicalistas ameaçam parar a fábrica por tempo indeterminado

Segundo Francisco Nunes, caso as demissões aconteçam, uma greve geral será iniciada até que a proposta do sindicato seja aceita. Os sindicalistas querem que haja uma prorrogação do lay-off.

O grande problema é que essa prorrogação já foi feita no acordo anterior. A GM afirma que não há condições de absorver os trabalhadores na linha de produção novamente e que o acordo feito anteriormente não prevê uma prorrogação nos contratos de lay-off.

Somente em janeiro desse ano, 400 trabalhadores foram demitidos no setor automobilístico. No ano passado, 14,7 mil trabalhadores foram demitidos. O setor emprega atualmente 129,4 mil trabalhadores segundo dados da Anfavea (Associação Nacional do Fabricantes de Veículos Automotores). #Crise #Crise econômica #Crise no Brasil