Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, neste sábado, dia 19, a equipe econômica do #Governo anunciou que um novo pacote de medidas deverá ser lançado nesta segunda-feira, dia 21, com a intenção de estimular o desenvolvimento da economia brasileira. A intenção do governo é a injeção de um montante de R$ 15 bilhões, o que deverá levar as contas públicas a saírem do vermelho nos próximos anos.

Além da intençao de aumentar a liquidez no mercado, o governo espera que a taxa de juros também possa ser reduzida já no segundo semestre.

A equipe econômica, comandada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fez questão de afastar os rumores de mudanças que poderiam ocorrer na área e declarou que as " mágicas " na economia não existem.

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Esta tese é defendida por muitos membros do PT. Entretanto, o próprio ministro fez questão de ressaltar que, para as mudanças que o governo quer implantar, é necessário que o próprio Congresso Nacional venha a colaborar.

A previsão deu um PIB em queda de 3,5%, segundo os economistas, deverá ser o maior argumento que o governo deverá usar para convencer os oposicionistas a aprovarem as medidas. Serão ações imediatas para que o país possa sair mais rápido da atual recessão. A intenção é a retomada do crescimento econômico ainda no fim do ano.

De acordo com a Folha, alguns assessores da área econômica parecem prever que o processo de impeachment seria algo inevitável. O Brasil, após a saída prematura de Dilma, poderá retomar o caminho do crescimento contínuo, se estiver com as medidas já implantadas e mostrando o resultado esperado.

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Um país recém saído de uma grave crise política, sem perspectivas econômicas definidas e em depressão, levará mais tempo e serão necessários mais sacrifícios, para que volte a crescer.

Do ponto de vista político, Dilma já advertiu que, a entrada de Lula no governo não vai alterar a política econômica do governo. Apesar disto, a presidente também exigiu pressa na implantação do pacote. Isto poderia ser usado a seu favor como um dos argumentos que poderá defendê-la do impeachment. 

Apesar de já ter demonstrado tanto a Dilma quanto a Lula que algumas medidas já foram tomadas, Barbosa sinalizou que será necessário uma mudança de meta fiscal, caso as medidas de estímulo ao crédito sejam aceitas. Uma nova previsão de déficit, algo superior a R$ 60 bilhões, terá que ser aprovado para que pacote econômico possa ser implantado.

Caso a nova meta de déficit seja aprovada, será possível ao governo reativar o antigo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que deverá receber R$ 9 bilhões para novos investimentos.

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Além disto, os Estados seriam beneficiados com R$ 6 bilhões para reforço de caixa e liquidez. Este valor só poderá ser destinado após o resultado das negociações, pelo próprio Congresso, na rolagem das dívidas estaduais e cujo resultado também deverá ser conhecido nesta segunda-feira.

 Mesmo com a alteração da meta fiscal defendida pelo ministro da Fazenda, os mecanismos de controle de gastos não podem ser desprezados. O próprio titular da pasta da Fazenda defende a criação de um teto para os investimentos. Paralelo a isto, outros mecanismos de corte de gastos públicos deverão surgir para evitar que as metas possam ser ultrapassadas.     #Finança #Crise econômica