O Banco Central divulgou nota sobre a Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro. Na nota destinada a imprensa, há informações sobre taxa de juros, inadimplência, crédito e evolução dos agregados monetários. Ao se analisar as informações, percebe-se que as condições de crédito para os consumidores têm piorado bastante.

Quem entrou no rotativo do cartão de crédito pagou em fevereiro taxa de 447,5% ao ano, houve um aumento de 104,8 pontos percentuais em 12 meses e é considerada a maior taxa desde 2011. Já quem precisou entrar no Cheque Especial pagou de juros 293,9% ao ano em fevereiro, esse é o maior patamar dos últimos 22 anos.

Publicidade
Publicidade

Analistas aconselham a evitar estas modalidades de crédito por serem as mais caras do mercado. No caso do cartão de crédito é aconselhável pagar a fatura integralmente, ao pagar apenas o mínimo o cliente fica sujeito a maior taxa de juros do mercado. No caso do Cheque Especial é melhor procurar outras formas de crédito pessoal.

A taxa cobrada pelos bancos nas operações de crédito pessoal para pessoas físicas chegou a 122,8% ao ano em fevereiro, houve um aumento de 14,8 pontos percentuais em 12 meses. Já para o crédito consignado a taxa de juros chegou a 29,5% ao ano em fevereiro, houve um aumento de 2,7 pontos percentuais em 12 meses. A taxa média para aquisição de veículos ficou em 27,6% ao ano em fevereiro e houve uma retração nos financiamentos de de 13,5% em 12 meses. Houve uma pequena redução dos empréstimos em fevereiro (0,5%) e o saldo de operações de crédito atingiu R$3.184 bilhões, parte dessa queda é referente a redução dos empréstimos feitos por pessoas jurídicas.

Publicidade

A taxa de inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) atingiu 3,5% em fevereiro representando estabilidade. Os resultados representam uma desaceleração do créditos para as famílias e empresas, os bancos podem estar mais rigoroso na concessão de empréstimos e as famílias mais cautelosas. Para as empresas o momento também não é propício para novo financiamentos. Os resultados são reflexos da recessão econômica. #Finança #Crise econômica #Crise no Brasil