O período da páscoa é uma época muito esperada pelos comerciantes, mas as previsões do setor não são muito favoráveis. Nesta segunda-feira (29), a Abras (associação do setor), informou que o ramo dos supermercados prevê pequenas vendas na época da páscoa.

De acordo com dados da pesquisa, o percentual de supermercados no Brasil que aguardam uma estabilidade no comércio é 41,9%, os que acham que haverá baixa nas vendas são de 39,5%, os comerciantes que acreditam em melhorias nos negócios são de 18,6%.

O presidente da Abras, Sussumo, Honda falou que a época da páscoa é muito esperada pelo comércio, mas a atual situação econômica do país acaba afetando o bolso do consumidor.

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Para ele a época é uma das mais importantes, perdendo apenas para o natal.

A pesquisa da Abras informou que o comércio varejista está mais confiante nas vendas de menores valores agregados, para a época da páscoa, como as caixas de bombons e chocolates em barras. Os ovos tiveram a baixa de 7% nos pedidos para os supermercados.

De acordo com dados da pesquisa, os produtos consumidos na época não foram muito encomendados pelos estabelecimentos comerciais e tiveram queda, como os peixes e vinhos. Os que obtiveram alta de pedidos foram os refrigerantes e as cervejas com aumento de 3,2%, e os azeites 0,7% a mais.

A Abras informou baixa de 3,38% no comércio dos ovos de páscoa no mês de janeiro, em comparação a 2015. Com relação ao mês de dezembro, a queda foi de 19,6%.

O fator que influenciou na queda das vendas foi à economia do país, que está com uma #Inflação alta e aumento no índice de desemprego.

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A instabilidade e o aumento da cesta básica, taxas altas de luz, gasolina e juros elevados do cartão de crédito, fizeram com que o poder aquisitivo do brasileiro caísse.

Outro quadro que afeta as vendas é a incerteza das pessoas, diante da instável economia do país, impactando o comércio.

Segundo a pesquisa da Abras, em janeiro houve baixa de 1,8% nas vendas dos supermercados do Brasil, em 2015 registrou-se no mês, queda de 1,9%.

No mês de janeiro de 2016 ocorreu aumento de 2,99% nos preços, com relação a dezembro de 2015 de 17,44%, referente ao mesmo mês e sobre R$452,22.

As maiores altas nas taxas de dezembro foram com relação à cebola, percentual de 23%, tomate (21,6%), farinha de mandioca (17,76%) e o açúcar (10,2%) em pesquisa realizada pela Abras e GFK.