O plano de investimentos em logística (PIL), iniciado há nove meses e que de acordo com a presidente Dilma Rousseff faria com que o Brasil saísse da crise, só obteve resultados no setor portuário.

Só ocorreram leilões de três locais para manejo de cargas no porto de Santos em São Paulo pelo Governo Federal.

O governo concedeu ajuda para os aeroportos das regiões e outros projetos ficaram só no papel, como as rodovias, ferrovias e aeroportos em capitais.

O projeto de novas concessões foi criado pelo governo em junho de 2015, na mesma época em que o governo de #Dilma Rousseff passava pela desaprovação popular. O custo das obras será de R$198,4 bilhões.

Ocorrerão leilões dos aeroportos de quatro cidades do Brasil: Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador.Eles estavam marcados para março, mas foram adiados para junho. O custo total das obras é de R$7,1 bilhões.

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A Infraero não tem porcentagem nas ações, antes tinha 49% nas concessões. O governo pedirá 25% referente à quantia de outorga antecipado. Ocorrerá no dia que os grupos assinarem o contrato, o valor estimado é de R$3 bilhões para os quatro aeroportos previstos. Houve a aprovação pelo SAC, no consentimento de sete aeroportos nas regiões, a saber: S.P, GO, M.G e BA.

Os investimentos por parte do governo nos portos passaram de R$37,4 bilhões para R$34,4 bilhões. O ministro Nélson Barbosa (planejamento) foi o responsável por criar a 2ª etapa do PIL.

As concessões de infraestrutura, segundo o Ministério do Planejamento, têm várias etapas, que vão desde o planejamento do projeto ao leilão.

De acordo com o Ministério, estudos de doze locais de rodovias envolvendo leilões poderão ser realizados este ano, assim como leilão de ferrovias, que serão cinco. 

O Ministério dos Transportes escolheu quinze locais de rodovias no Brasil para fazer parte do PIL.

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e onze ainda estão no papel. A previsão é que sete mil km sejam feitos e a obra ficará em torno de R$ 66 bilhões.

As ferrovias tinham previsão de concessão desde 2012, mas não ocorreu planejamento no setor. Foi lançado o plano da ferrovia do RJ, mas está em consulta pública e não foi levado ao TCU. Outros projetos foram criados, mas ainda não foi consultado publicamente nos estados de: GO, S.P, MS, TO, PA, MA e MT.

A Bioceânica, ferrovia que ligará Lucas do Rio Verde (MT) ao Peru, está em processo de planejamento. Em 2015, o custo para as ferrovias lançado na PIL pelo governo era de R$ 86,5 bilhões.

Os projetos para os portos foram menores, no início os investimentos eram de R$ 37,4 bilhões e depois passou para R$ 34, 4 bilhões. Segundo a secretaria de portos, a queda se deu pela inabilitação dos projetos.

A previsão é a licitação de 93 locais e o custo será em torno de R$ 16,23 bilhões. Das 50 localidades anunciadas, só três fram licitada no porto de Santos (SP).

Paulo Resende (coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística) disse que a 2ª etapa da PIL foi "extremamente ambiciosa".

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Para Resende, o que parou os investimentos foi a perda do grau de investimento do Brasil. Segundo ele ,não há previsão para realizar os projetos da 2ª fase da PIL.