Poucos foram os setores da economia que conseguiram afastar ou mesmo prosperar na crise. A realidade para a maioria dos cargos no Brasil é a de desvalorização das profissões que promove a perda do poder aquisitivo dos ocupantes de diversas profissões.

Uma recente pesquisa realizada pela empresa 'Page Personnel' listou os 6 cargos que acumularam as maiores  desvalorizações no ano de 2015. Aqueles que estiverem pensando em migrar de área ou buscar informações sobre a primeira formação devem estar atentos às expectativas de cada profissão. Especialmente em tempos de crise financeira e escassez de investimentos.

A título de exemplo, segundo o levantamento da empresa, os engenheiros civis acumularam uma perda de aproximadamente 50% da remuneração que recebiam há um ano.

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Os salários que estes profissionais recebiam alcançavam até R$ 12 000, hoje, as vagas oferecem até R$ 6 000 para a mesma área de atuação.

Confira os cargos que sofreram as maiores desvalorizações dos salários de seus profissionais:

1 - Engenheiro de Projetos (construção civil)

Os ocupantes de cargos em engenharia foram os mais afetados pela crise financeira e a escassez de investimentos dos governos de forma geral. Os engenheiros costumavam receber entre R$ 8 a R$ 12 mil de salário e atualmente a média das remunerações está entre R$ 6 a R$8 mil.

Em caso de demissão esses profissionais chegam a ficar até 12 meses em busca de uma recolocação no mercado de #Trabalho.

2 - Analista de comércio exterior (Sênior)

Esses profissionais são responsáveis pela entrada e saída de produtos e matérias-prima do país.

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Até o ano passado recebiam em média R$ 5 mil a R$ 6 mil de remuneração. Hoje o salário desses profissionais está em torno de R$ 4 a R$ 5 mil.

Igualmente aos engenheiros, os analistas de comércio exterior também encontram dificuldade em conseguir se realocar no mercado em caso de uma eventual demissão. A expectativa também é de até 12 meses para conseguir um novo trabalho.

3 - Coordenador de Tecnologia da Informação

Em termos percentuais, esses profissionais tiveram uma redução menor do que os dois citados anteriormente. Recebiam até o ano passado uma média salarial de R$ 9 mil. Atualmente essa média é de R$ 8 mil.

A recolocação no mercado dos ocupantes desses cargos também é menor, em média leva até 6 meses para conseguirem outra vaga.

4 - Gerente de Marketing (com inglês fluente)

Coordenam as equipes de marketing e comunicação nas empresas. Até o ano passado a média salarial da categoria era de R$ 10 mil, enquanto que a expectativa de 2016 está em torno de R$ 8 mil.

Esses profissionais levam até 12 meses para conseguirem recondução ao mercado de trabalho.

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5 - Gerente nacional de vendas (área de alimentos)

Coordenam as equipes de vendas de alimentos regionais, atuam em empresas de pequeno e médio porte. Os cargos de gerente nacional costumavam pagar em 2015 uma média de R$ 10 mil de salário aos profissionais. Atualmente essa média caiu para R$ 8 mil.

A recolocação para esse cargo pode chegar a até 1 ano.

6 - Coordenador financeiro ou contábil

São os responsáveis pelo caixa das empresas. Os ocupantes desses cargos têm a atribuição de conciliar as contas das empresas e, de forma geral, fazem o fechamento contábil. Até 2015 a média salarial da categoria estava entre R$ 8 a R$ 12 mil, atualmente está entre R$ 8 e R$ 10 mil.

A recolocação dos ocupantes desses cargos pode chegar a 1 ano. #Crise econômica