Com um cenário microeconômico em desordem e um mercado externo em estresse perante uma volatilidade nos preços das commodities e nas taxas de câmbio, a economia nacional sofre com uma elevada taxa de inflação, juros tangenciais e um modelo tributário e fiscal algoz. Os impactos mais sensíveis sentidos pela sociedade a partir desse aumento agressivo das taxas de juros e dos tributos praticados pelo #Governo atual são o crescimento gradativo das taxas de #Desemprego; queda abissal da produção industrial com consequente queda no consumo das famílias; aumento do índice de inadimplência de consumidores e; crescimento dos índices de violência e criminalidade.

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Os números atuais revelam cerca de 9,6 milhões de desempregados ou 9,5% de taxa de desocupação, segundo dados atualizados da pesquisa PNAD aplicada pelo IBGE. É um aumento substancial se comparado ao mesmo período do ano anterior (2015), quando o percentual de desocupação chegou a 6,8%. Nesse ritmo, segundo alguns especialistas, o ano de 2016 pode revelar algo em torno de 11% de taxa de desemprego, ou seja, aproximadamente 11 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Soma-se a isto o aumento médio temporal para a reinserção do trabalhador desempregado ao mercado de trabalho, que saltou para além de oito meses. E estamos falando, apenas, de médias.

Com o desemprego em movimento crescente, a demanda por bens e serviços declina. Isso é natural, pois as ameaças mercadológicas deixam os consumidores mais resistentes a fazer a economia girar através do consumo.

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Tais ameaças que se evidenciam através da alta da inflação (10,36% nos últimos 12 meses) e do aumento da taxa básica de juros (14,25% a.a) desestimulam o consumo, fazendo com que as pessoas que ainda estão empregadas, se previnam diante de um cenário que se revela muito nebuloso. Por consequência, a produção industrial esfria e desacelera cerca de 11,8% somente nos dois primeiros meses desse ano, segundo a pesquisa PIM-PF aplicada pelo IBGE. Setor automotivo (-9,7%) e de máquinas e equipamentos (-6,7%) são os mais impactados.

O aumento de impostos, de taxas e de preços administrados pelo Governo são algumas das causas marginais que contribuem diretamente para esse avanço do desemprego. Soma-se à isso, o corte dramático de subsídios para os setores da indústria e da construção civil, que levaram a um efeito cascata. Daí, o processo de downsizing realizado pela maioria das empresas devido à queda no consumo. Os milhões de desempregados contribuíram para o alcance de 59 milhões de brasileiros inadimplentes nesse início de 2016, segundo dados da Serasa Experian.

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Com isso, a tempestade perfeita já está formada. Diante de um cenário pouco crível, claro e confiável, as ameaças mais nefastas começam a emergir. O aumento nos índices de criminalidade no RS (+3,5%) e em PE (+11,6%) andam em sincronia com a situação financeira destes dois Estados. As gestões atuais estão sufocadas por pressões da União que cobra juros agressivos por dívidas adotadas por gestões anteriores irresponsáveis. O Rio Grande do Sul, em especial, está literalmente "quebrado". Não tem caixa para saldar seu funcionalismo público, tampouco para repassar créditos para hospitais, escolas ou segurança pública.

Nem mesmo os cortes de CCs, de diárias, PDVs e extinções de Órgãos públicos são suficientes para conter a sangria. O congelamento e o parcelamento de salários causam revolta. Manifestações são constantes. Greves, iminentes. Gestões anteriores aumentaram dramaticamente os gastos e as despesas em meio a anos de "vacas gordas" sem que fosse feito um mínimo de contingenciamento. O preço está sendo alto. Imaginaram períodos de arrecadação crescente, mas a crise chegou e ceifou tudo aquilo que pôde. E com Estados falidos, desemprego gradativo, produção e consumo em níveis baixos, economia fraca, política desprestigiada e Governo "amarrado", o país perece. Em contrapartida, a marginalização se aflora e se dissemina, pois o terreno é fértil. #Crise econômica