A atual #Crise econômica que o país experimenta, além de afetar diretamente a qualidade de vida das famílias brasileiras, estende seus efeitos sobre um dos mais importantes programas sociais do Governo, o Bolsa Família. Desde a sua criação, em 2003, o mesmo teve o menor reajuste para este ano, além de ser o primeiro abaixo da #Inflação. Apesar de ter sido poupado dos cortes, os efeitos da crise já começam a ser sentidos por um quarto da  população que, atualmente, é assistida pelo benefício.

O reajuste do programa ficou em 1,7% em relação a 2014, enquanto o acumulado de 2 meses da inflação ficou em 10,67%. Foram R$ 27,6 bilhões distribuídos para 13,9 milhões de famílias.

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Para este ano, está previsto o mesmo percentual de reajuste. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, serão destinados R$ 28,1 bilhões para serem utilizados em 2016.

O valor médio pago às famílias pelo programa foi de R$ 165,30 em 2015. Isto corresponde a um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior. Para 2014, este mesmo índice foi de 9,9%. Em 2013, ficou em 16,1%.

Dentre as regiões com maior quantidade de pessoas beneficiadas, o Nordeste foi o destino de 59,1 % dos recursos do programa em 2015. A queda do número de famílias beneficiadas possibilitou o reajuste do benefício em 4%, chegando a R$ 172, 40.

A região Sudeste foi a que se destacou com o maior crescimento de pessoas beneficiadas em 2015. Foram 3,6 milhões de famílias, o que representou uma elevação de 3,7%. Como o aumento dos usuários foi maior que o percentual de reajuste de 2,9%, o valor a ser pago caiu para R$ 149,50 ( uma redução de 0,8%).

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O último reajuste foi em 2014, no valor de R$ 77,00.

Os especialistas na área econômica afirmam que, mesmo sem o corte de R$ 10 milhões que chegou a ser discutido na comissão do orçamento no ano passado, o impacto sobre o poder aquisitivo das famílias beneficiadas deverá ser expressivo, apesar do reajuste. Elas não estarão livres dos efeitos da inflação galopante e do desemprego em alta. Este quadro poderá ser mais acentuado na região Nordeste, cujo percentual de dependentes do programa chega a 2,9%. Ele representa um valor quase seis vezes maior que a região Sudeste ( 0,5%). Resultado semelhante podemos encontrar em relação à região Centro-Oeste (0,6%) e Sul ( 0,4%). Na região Norte, este valor chega a 2%.

   #Bolsa Familia