Não é novidade que o Brasil está enfrentando uma crise econômica que atinge todos os setores, inclusive os órgãos públicos. Realidade vivenciada, não só pela União, mas por diversos estados brasileiros, inclusive pelo Rio Grande do Sul, que tem tido dificuldades em pagar em dia os salários do funcionalismo, o corte nas verbas tem obrigado diversos setores a se adequarem a orçamentos mais baixos, o que, consequentemente, acaba afetando os trabalhadores das instituições.

Nesta semana, uma orientação da Procuradoria-Geral do Trabalho ordenou a demissão de servidores terceirizados e estagiários do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul.

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O órgão contava, até então, com 130 profissionais terceirizados, em todo o estado. Destes, 20 já foram desligados e, até o final de maio, outros 50 serão dispensados. As demissões atingem vigilantes, office-boys, copeiras, serventes de limpeza, recepcionistas e telefonistas. 

Na próxima sexta-feira (15), 21 estagiários da capital também terão seus contratos rescindidos. Conforme orientação, apenas 28 deveriam ser mantidos em todo o Estado, entretanto, apenas 24 ficarão, mas nenhum em Porto Alegre. A bolsa-auxílio percebida por cada estudante é de, em média, mil reais.

Conforme e-mail enviado pelo Coordenador de Estágio da Procuradoria-Geral do Trabalho da 4ª Região (PRT4), Paulo Joarês Vieira, as dispensas se devem à necessidade de adequação dos gastos do Ministério Público do Trabalho no Estado, que sofreu uma redução de, aproximadamente, R$ 4 milhões no orçamento, para o qual, inicialmente, estavam previstos R$ 11,5 milhões, em 2016.

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Vieira lamenta a situação estabelecida por conta dos cortes orçamentários, e salienta que as medidas, embora indesejadas, são essenciais para preservar as atividades-fins da instituição.

Além dos cortes com pessoal, o Procurador-Chefe do órgão, Rogerio Uzun Fleischmann, afirmou que serão reduzidas também as despesas relativas a locações, diárias e passagens. Conforme declarou, os cortes influenciarão um pouco na rapidez do serviço prestado, mas a qualidade será mantida. #Desemprego #Crise econômica