O governo, por meio de  seu órgão CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), informou que os preços dos remédios terão reajustes de 12,5% , que já passou a vigorar nesta sexta-feira (1º).

Esse índice de aumento valerá para nove mil remédios que têm os preços controlados pelo #Governo. No ano de 2015 o governo autorizou um reajuste de 7,7% e no ano anterior foi de 5,68%.

A previsão de aumento já era esperada pela área farmacêutica, pois com esse percentual de alta de 12,5% haverá a compensação sobre a inflação, o aumento do preço do dólar e a alta da energia elétrica.

Será a primeira vez após dez anos que acontecerá um aumento nos preços dos remédios, mais alto do que a inflação, informações da Interfarma. 

Este ano reajuste o governo estipulou uma tarifa máxima, que abrange todos os medicamentos.

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Em épocas anteriores foram feitos três tipos de aumentos, conforme os produtos e o tipo de comércio. Eles agiram segundo a lógica de que onde ocorresse maior quantidade de genéricos, a disputa seria grande e a alta se elevaria.

Em 2014 o aumento dos preços ficou em 6% e a metade dos produtos (50%) sofreu alta de 5%.

O alto reajuste dos preços dos remédios é consequência da crise que se instalou na área farmacêutica. Na hora de calcular os valores da alta, observou-se o aspecto da produção da indústria e oscilações de custo. De acordo com a Interfarma, o aumento da moeda americana e cobrança nas tarifas de energia elétrica influenciaram nos gastos do setor industrial, pois a matéria-prima utilizada é do exterior (importada).

A produção do setor industrial foi retroativa, com uma fabricação menor que no ano de 2015.

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De acordo com a associação, o setor de produção foi "anulado”.

Com o reajuste já acordado e passando a valer neste primeiro de abril é importante, que o consumidor se informe, pesquise os preços, pois as farmácias irão remarcar os produtos. #Crise #Medicina

A Proteste Associação de Consumidores dá dicas para o consumidor, na hora das compras

  • É bom que o consumidor faça pesquisas de preço, em diferentes farmácias, antes de comprar o produto.
  • Verificar se o remédio indicado pelo médico se possui a versão genérica, pois é mais barato.
  • Pedir ao médico que receite o nome do remédio, pelo princípio ativo e não pela marca. Com esse procedimento ficará mais fácil verificar se o mesmo possui o "genérico” em questão.
  • É importante olhar com o médico se haverá a possibilidade de adquirir medicamentos que estão inseridos na lista do Programa "Farmácia Popular” e poderá conseguir remédios grátis, ou com 90% a menos. Existem muitos estabelecimentos que participam do programa.
  • Os que sofrem de doenças crônicas poderão ser incluídos no programa de fidelização de laboratórios. Basta entrar no site das empresas e se cadastrar, ou ligar para um 0800, que está nos rótulos dos remédios. O consumidor poderá conseguir descontos de até 70% nos produtos, é bom conferir.