A euforia do mercado, com a possibilidade de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff, trouxe reflexos positivos para a economia nesta segunda-feira (11). O dólar fechou em queda de  2,83%, a R$ 3,4946, menor cotação de fechamento desde 20 de agosto passado (R$ 3,4596) e maior queda diária desde 24 de setembro de 2015 (-3,73%).

De acordo com a agência Reuters, fontes do próprio governo já aceitaram que a situação será derrotada na votação na comissão do impeachment na Câmara dos Deputados, que ocorrerá nesta noite, e tem concentrado seus esforços em angariar votos no plenário da casa.

O cenário de maior adesão dos deputados à campanha pelo afastamento de Dilma são bem vistos no mercado, que acredita que o impedimento da presidente poderia ajudar a trazer de volta a confiança no Brasil.

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Diante da forte queda do dólar, o Banco Central aumentou sua atuação no mercado de câmbio, mas com quase nenhum efeito. O BC realizou três ofertas de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólares, algo pouco comum. 

O BC tem reduzido rapidamente nas últimas semanas seu estoque de swaps tradicionais (venda futura de dólares) equivalente a pouco mais de US$ 100 bilhões, que tende a gerar custos para o BC quando o dólar sobe.

Histórico da cotação

A última vez que o dólar tinha fechado abaixo de R$ 3,50 foi no dia 21 de agosto de 2015, quando terminou o pregão a R$ 3,496. Em apenas duas sessões, a queda acumulada da moeda norte-americana foi de 5,39%. No mês de abril, o dólar acumula queda de 2,83%. No ano, a divisa já recuou 11,5%.

A possibilidade do impeachment de Dilma também traz previsões ao mercado de maior baixa nos próximos dias.

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Vale lembrar que a votação no plenário da Câmara, para a derrubada da petista, ocorre no próximo domingo (17). Com isso, o dólar pode despencar ainda mais e chegar à casa dos R$ 3,40, segundo economistas.

“O dólar está testando o piso de R$ 3,50 e, quando romper, pode buscar níveis menores, a menos que o Banco Central anuncie mais leilões”, afirma João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente da SLW Corretora, em entrevista ao portal Terra. #Dilma Rousseff #Crise econômica